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Luxemburgo,
Viagem
A primeira vez que fui pra Lux fui de Salvador para Lisboa depois peguei um aviãozinho para Lux sem problemas, fui parado pela imigração portuguesa – sabe que português tem um carinho especial com brasileiros (ironia) – ô povinho grosso. O Tuga perguntou para onde eu iria e quanto (em euros) eu estava levando. Carimbou o passaporte e pronto. Mas, cada segundo parecia uma eternidade, estava morrendo de medo dele olhar para minha cara e me mandar voltar do nada.
Da segunda vez foi mais tranqüilo passar pela imigração, o Tuga perguntou a mesma coisa da mesma maneira carinhosa e me liberou, o medo de ser barrado foi o mesmo. Agora, para chegar em Lisboa é que foi TENSO.
Ele me levou para uma salinha, aquela de filme mesmo, onde só tem uma mesa com um computador e um banquinho que cabem umas três pessoas. Por um momento fiquei sozinho aguardando a mala e o tal policial chegar na sala gelada. Quando ele chegou com a mala começou a abrir o jogo e eu suando frio imaginando o que tinha acontecido para eu ser “pego”, imaginei alguém colocando alguma coisa na minha mala. Ele disse tinha verificado minha mala pelo raio X e queria confirmar o que eu estava levando, ele não queria saber o que eu iria fazer fora do país, só não queria que ninguém passasse pela polícia com droga.Abriu a mala já no lugar certinho da “cocaína”, acharam seis sacos com meio quilo de leite cada, o policial apertou, apertou, cheirou, foi aí que entendi o que estava acontecendo e, mais aliviado da pressão, pedi a ele que acabasse logo com a agonia e abrisse o saco de leite. Ele perguntou se realmente podia (fiquei espantado com a educação dele). Confirmei, ele abriu e acabou a agonia. Lembrei que tinha na outra mala um monte de erva para fazer chá, é cocaína em uma mala e maconha na outra. Ele nem se interessou pela maconha.
Continua...
