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Tour Europa I - Portugal

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Motivo do breve desaparecimento.

Ainda estou fora e aos poucos voltarei a atividade normal. Dia 12 de Julho saí do Brasil rumo a Europa, passei por Portugal.

Saímos de Salvador pela TAP e após 8 horas de voo chegamos em Lisboa - 6 da manhã. No saguão para carimbar o passaporte já havia umas 100 pessoas que tinham acabado de chegar também, como saímos logo do avião não demorou tanto para sermos recebidos pelo Oficial da Imigração.

Haviam três oficiais, cada um com um grau de rigidez diferente, o primeiro quase que não olhava para a cara do imigrante, batia logo o carimbo e não fazia quase pergunta nenhuma, afinal, haviam em torno de 250 pessoas aguardando na fila, outro um pouco mais criterioso e demorava um pouco mais e o último, Aff!, levava uma eternidade para carimbar o passaporte, perguntava 500 coisas e olhava tudo. Mesmo torcendo para o primeiro oficial chamar a gente, não teve jeito, ao menos não foi o “pior” oficial.

Mesmo sem nada para impedir a entrada bate um pouco do nervosismo, o medo do oficial simplesmente não ir com a cara e mandar voltar, estava nas mãos a carta convite, seguro saúde, dinheiro, cartão de crédito.

Perguntinha básica: O que viestes fazer em Portugal?
Resposta curta: De passagem para Luxemburgo.
Perguntinha básica: O fazes em Luxemburgo, trabalha?
Resposta sempre curta: Não, vim visitar minha irmã.
Perguntinha básica: Tens carta convite?
Resposta sempre curta: Sim senhor.

Passaporte carimbado e agora é hora de saber o que fazer das 8 da manhã até 4 horas da tarde em Lisboa. Deixamos a mochila no guarda volumes (pagamos 3 euros por isso) e fomos a:

Torre de Belém de trem, um monumento bem nacionalista, já serviu como forte de defesa do rio Tejo, registro aduaneiro, posto de sinalização e como prisão para alguns presos políticos durante o reinado de Felipe II de Espanha em mil quinhentos e alguma coisa.

Perto da Torre, uns 5 minutos de caminhada, fomos para o Monumento aos Descobrimentos, ficamos um pouco admirando o monumento e conferindo os personagens heroicos ligados aos descobrimentos portugueses, eis as 33 figuras:

Infante Pedro, Duque de Coimbra (filho do rei João I de Portugal)
Filipa de Lencastre
Fernão Mendes Pinto (escritor)
Frei Gonçalo de Carvalho
Frei Henrique Carvalho
Luís de Camões ( poeta com seu livro nas mãos: Os Lusíadas)
Nuno Gonçalves (pintor)
Gomes Eanes de Zurara (cronista)
Pêro da Covilhã (viageiro)
Jácome de Maiorca (cosmógrafo)
Pedro Escobar (navegador)
Pedro Nunes (matemático)
Pêro de Alenquer (navegador)
Gil Eanes (navegador)
João Gonçalves Zarco (navegador)
Fernando, o Infante Santo (filho do rei João I de Portugal)
Infante Dom Henrique, o Navegador
Afonso V de Portugal
Vasco da Gama
Afonso Gonçalves Baldaia (navegador)
Pedro Álvares Cabral (descobridor do Brasil)
Fernão de Magalhães
Nicolau Coelho (navegador)
Gaspar Corte-Real (navegador)
Martim Afonso de Sousa (navegador)
João de Barros
Estevão da Gama (capitão marítimo)
Bartolomeu Dias (descobridor do Cabo da Boa Esperança)
Diogo Cão
António Abreu (navegador)
Afonso de Albuquerque
São Francisco Xavier (missionário)
Cristóvão da Gama (capitão)

Uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960.

A fome apertou e decidimos pegar um ônibus e comer na Praça do Comércio, a praça possui mais de 30 mil m² e a estátua de D. José I. Um pouco mais a diante o Arco Triunfal da Rua Augusta, vários e vários bares, restaurantes e lanchonetes, lojas de roupa, sapatos e, claro, bugigangas. Comemos pouco de alguns salgados para experimentar a culinária portuguesa. Barriga cheia, mão lavada, pé na estrada. É hora de voltar ao aeroporto para continuar a viajem a Luxemburgo.

Pegamos um vôo domestico de Lisboa para Luxemburgo, aguardamos a bagagem que foram as primeiras a saírem. Nada suspeito! todos com um carrinho e uma malinha e nós com 3 malas gigantes lacradas com plástico transparente de proteção. Resultado, a puliça já estava na frente do corredor que dá acesso a saída esperando a gente passar para dar o baculejo - suspeitei desde o princípio!

Abri duas malas e o policial passou um produto na minha mão, nas malas e no computador para fazer teste de drogas. Claro que não achou nada e nem precisei abrir a terceira mala. Não é nada agradável tomar um baculejo da puliça.

Enfiei as malas no carro de minha irmã e fomos para casa abrir a mala com as muambas dela e tentar, em pouco tempo, fazer o relógio biológico se acostumar com as 5 horas de diferença.

Réveillon em Lisboa

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Depois que escrevi achei melhor colocar este aviso antes que eu leve pedrada, garrafada e os meus amigos portugueses me xingue. O fato de eu não ter sido bem recebido por alguns portugueses em Lisboa foram fatos isolados e acontece muito no Brasil também. A grande maioria dos portugueses que conheço e conheci em Luxemburgo que foram simpáticos e educados.

Certa vez, precisei adiar minha volta de Luxembourg ao Brasil e só tinha passagem dia 31 de dezembro para Lisboa e dia 1 de janeiro de Lisboa para Salvador. Lembrando que moro em Aracaju. OK! Só tinha esta data mesmo e precisava voltar. Lá fui eu passar o réveillon no aeroporto lisboeta.

Estava eu no aeroporto da Portela Lisboa às 16:30 do dia 12 de dezembro sozinho esperando o vôo das 5:30 da manhã do dia 1 de janeiro. O quê fazer para o tempo passar? Perguntei a alguém do aeroporto sobre o melhor local para passar o réveillon que respondeu Praça do Comércio. Perguntei a um “gajo” que confirmou “ora pois, a Praça do Comércio é fixe”.

Deixei minha mochila no guarda volumes e o otário aqui, cheio de dente para o tuga do guarda volumes perguntou: “Boa tarde, onde pego ônibus para a Praça do Comércio?”. Ele com toda a simpatia de um tuga (isso é ironia, tá?) respondeu. Devia a tamanha simpatia do tuga em ter respondido, caí na besteira de fazer outra pergunta. “Sabe qual o valor da passagem?” Acho que fiz o tuga pensar demais e o bicho azedou, “Não estou a trabalhar com bus, pergunte ao condutor”, agradeci a simpatia do cavalo e fui a paragem (ponto de ônibus dos tuga).

Peguei o bus, não lembro o valor, pedi para que o motorista me avisasse o local mais próximo da praça, perguntei se haveria ônibus na madrugada para eu poder voltar ao aeroporto, bastante educado (agora é sem ironia) ele me respondeu tudo. Parei na av. Augusta e tome perna, andei pra burro, cheguei cedo pra burro, mas foi legal, conheci boa parte do centro de Lisboa, inclusive o Elevador de Santa Justa (elevador Lacerda de lá).

Quando cansei de andar parei na praça já final da noite, agora bem movimentada, estava tendo um show de uma banda portuguesa que não lembro o nome, cantando em inglês.

Tinha receio do réveillon terminar muito cedo e eu ter que voltar para a penitencia de esperar no aeroporto aí perguntei a um senhor que estava em um dos quiosques armados onde vendiam bebidas e comidas. “Senhor, o show daqui demora para acabar?” ele: ”Claro que sim, vai até o outro dia”.

Impressionou-me o tanto de Brasileiro que estavam em Lisboa. A meia noite a queima de fogos começou e foi muito bonito, a música tocando e o fundo musical dos fogos acompanhando, legal. Com o final dos fogos voltaram com o show e eu sozinho numa bela cidade ouvindo umas músicas que nunca tinha ouvido na vida quando uma hora da manhã, o cantor disse “Feliz ano novo Lisboa!”. Massa, tomara que entre uma banda melhorzinha.

Três minutos depois, vi todos da praça indo embora de uma só vez. Oxi! Ninguém gosta da próxima banda, imaginei. Que nada, não ia acontecer mais nada, olhei para o palco e já estava tudo apagado. Lembrei do coroa que disse que o réveillon ia até o outro dia, acho que o outro dia dele era meia noite.

Ainda fiquei por lá no centro por um tempo, alguns brasileiros insistiam em permanecer nos bares, conseguiram uns instrumentos e a música brasileira tomou conta da Av. Augusta, no centro de Lisboa. Por um momento me senti no pelourinho.

Voltei ao aeroporto, dei uma cochilada e peguei o vôo para Salvador. Detalhe: não consigo dormir em avião, foram mais nove horas acordado. Chegando na capital baiana meu pai me pegou no aeroporto, fui para casa. Sabe como é quando alguém que chega de viagem, todos perguntando várias coisas, acabei não dormindo. Voltei ao aeroporto no mesmo dia às 22 horas para pegar outro avião para Aracaju às 23:50. Meu cérebro já não funcionava, o corpo já não conseguia entender a tanta diferença de temperatura, finalmente cheguei em casa. Para passar uma semana de cama, com o corpo todo empolado, febre e os cambau.