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Tour Europa - Final - De Volta Pra Casa

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Para entrar no clima do post..



Agora é fazer o percurso todo de volta, Atenas-Volos-Charleroi-Luxemburgo, essa parte é cruel, muito cruel. Tinha comprado antecipadamente a passagem de ônibus de Atenas até Volos, bilhete na mão, mochila nas costas e lá vamos nós.

Saímos do hotel, pegamos o metrô até a estação rodoviária de Atenas, ficamos cerca de uma hora e meia até a saída do ônibus que, desta vez, estava com o ar condicionado funcionando.

Atenas-Volos = 4 horas e 30 minutos de buzão.

Chegamos no terminal de ônibus em Volos, só que o aeroporto fica uns 15Km da saída da cidade. Como já estava no terminal, foi fácil conseguir a passagem até o aeroporto, inglês básico para comprar a passagem, o atendente não disse nenhuma palavra, paguei e agora "seria" só aguardar a saída do ônibus.

Lembrei que já tinha feito a compra da outra passagem de ônibus de Charleroi (Bélgica) até Luxemburgo pela internet e não imprimi, deixei para fazer isso em Volos (não sei o motivo desta besteira!), o bilhete estava em PDF no pendrive, domingo, péssima ideia . Onde encontrar um lugar para imprimir um documento? Saí perguntando a um e outro até chegar ao centro da cidade, uns 3Km de onde eu estava.

Só voltei 2 horas depois, encharcado de suor, muito preocupado com minha esposa que aguardava meu retorno no terminal.

Sabe o que é isso? Castigo se eu ouvisse teria evitado tudo isso, ela disse: "já imprimiu a passagem!?" Eu: "Que nada, resolvo em Volos", tá vendo! Da próxima vez não acontece mais.

Mais 30 minutos até o imenso (ironia!) aeroporto de Volos, mais 1 hora de espera, mais 3 horas de voo, chegamos em Charleroi, mais 30 minutos até pegar a bagagem no saguão de desembarque, mochila nas costa e agora procurar outro ônibus que nos levaria a Luxemburgo. Difícil seria não encontrar o ônibus.


Buzão show de bola!

Um pouco menos de 3 horas chegamos em Luxemburgo, detalhe! Na gare. Mais 20 minutos de caminhada e finalmente em casa, nessa brincadeira foram umas 16 horas de viagem entre trem, metrô, ônibus, avião, jegue, canoa e por aí vai.

Chega de viagem? Jamais, logo encontrarei outro lugar para ir.

Tour Europa VIII - Grécia - Atenas

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Atenas ou Αθήνα

Chega de paia! Não por falta de vontade é que uma hora a festa tinha que acabar. Chegamos em Atenas depois de 4 horas de ferry, fomos direto a estação de metrô procurar o hotel que iríamos ficar, estava com um mapa na mão, sabia que ficava perto da Acrópolis e que teria que descer na estação Monastiraki, mole mole.


Rua próxima a Acrópolis

Minha preocupação assim que chegamos em Atenas era comprar a passagem de ônibus de volta a Volos, afinal, o vôo de volta a Charleroi (Bélgica) sairia de lá. Não chegamos cedo, mesmo assim, saímos sem noção nenhuma de onde ir, simplesmente saímos e demos de cara com a troca da guarda na praça Syntagma, em frete ao parlamento, diante a Tumba do Soldado Desconhecido.


Troca da guarda

Como já tem um monte de vídeo mostrando a troca da guarda não quis upar o meu. Esse dá para ter uma ideia de como é o show.


A troca acontece de hora em hora, durante este período os guardas ficam imóveis, existe outro soldado que pede aos visitantes para não ultrapassar a marcação no chão, além disso, é responsável por corrigir detalhes para uma aparência impecável dos guardas, até enxugar suor da testa, quando fui estava uns 40° e isso era inevitável.


Vistoria

No final o espetáculo o soldado libera os turistas para fotografar mais de perto, mais de perto não é colado, caso chegue muito próximo o próprio guarda ou bate com força o fuzil no chão que quase sempre o turista toma um bom susto e rapidamente o soldado chega para pedir que a pessoa se afaste mais.


A platéia

Qualquer sinal de falta de respeito durante a fotografia era motivo do guarda dar um “chega pra lá” e o soldado pedia seriedade dos turistas, com razão. Sabe que turista é um bicho besta e tem uns que se superam, tinha mulher querendo tirar foto quase abraçada, outros fazendo palhaçada demais, abrindo os braços demais, o pior foi o que tentou tirar foto batendo continência, o soldado correu e deu a maior pagação no cara “Are you soldier? Are you soldier?”, o clima ficou um pouco tenso e logo o turista foi embora. Já estávamos cansados, voltamos e deixamos o melhor para o outro dia.


Pathernon

Acordamos, fomos procurar algum lugar para comer algo e depois ao terminal comprar a passagem para Volos. Conseguimos, finalmente, entender o sistema de metrô e trem de Atenas aí ficou tudo fácil, compramos a passagem, agora, para o melhor de Atenas, a Acrópolis.


Kariátides

De baixo do sol de 40° fomos nós rumo as ruínas da Antiga Grécia, no caminho passamos novamente pela Syntagma, como não havia muito tempo que os gregos queriam invadir a praça, as ruas ao redor estavam cheias de policias para manter a segurança.


Segurança no Parlamento

Na entrada da Acrópolis recebemos um mapa com a localização das construções e algumas informações em inglês e em grego. Poderia passar um dia viajando nas construções, como chegaram a aquela altura, os cálculos que foram para diminuir a ilusão de distorção das colunas do Parthenon, Anfiteatro de Acrópolis, Kariátides, Porta de Adriano, Templo de Zeus, tudo isso quase sete séculos A.C.


Templo de Zeus


Anfiteatro de Acrópolis


Monte Lykavittos


Estádio Panathinaiko

Depois de um exaustivo dia, horas andando torrando sob o sol, voltamos ao hotel. Mesmo acabado, morto de cansaço, não poderia perder a vista do terraço.


Terraço hotel Pella-Inn

Chega por aqui, agora é voltar tudo de novo, desta vez sem parada para respirar, será direto, Atenas - Volos - Charleroi - Luxemburgo.

Tour Europa VII - Grécia - Naxos e Paros

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Naxos ou Νάξος

Chegamos em Naxos sem transfer, acabei esquecendo de avisar, já tinha visto no mapa que o hostel não era longe do porto e fomos andando. Ficamos no Ocean View, não foi difícil achar, foi um pouco cansativo por causa do sol e da ladeira. Quando chegamos fomos atendidos por um rapaz simpático que nos mostrou o quarto e, como já estava quase um local, dispensei informações sobre a ilha.


Praia Naxos

Fomos pouco a praia para descansar do sol, a estrutura da ilha é muito boa e a praia não fez tanta falta assim, além do mais, a temperatura da água não animava.


Pôr do sol - Portal do Sol

Aluguei, para variar, outra MEGA SUPER POWER CANA’S MACHINE exatamente igual a de Ios, até a cor. Fomos a Plaka, Agiassos e outras, nenhuma mais bonita que as praias de Ios, talvez o cansaço tenha interferido no julgamento.


Portal do Sol

Próximo ao porto encontra-se o Portal do Sol, construído em 530 a.C. É um porta retrato imenso de pedra para onde vão muuuuitas pessoas para assistir um pôr do sol espetacular. A ida ao Portal já se percebe uma imagem interessante, o caminho corta o mar em dois e em determinado momento um lado fica a agitação da maré cheia e do outro a tranqüilidade de um lago.


Caminho visto do Portal

Nada aconteceu de emocionante nesta ilha, preferi passar pouco tempo para conhecer Paros também. O ferry que pegamos de Naxos a Paros levou uns 40 minutos, nem deu tempo da mulher passar mal.


Bis!!

Como não teve nada interessante, vou emendar o tópico com o tour em Paros.

Paros ou Πάρος

Viajem tranquila até Paros, fomos recebidos no porto e, acredite, fizemos o translado a pé, achei estranho, até engraçado, um cara nos levou até a pousada andando, era bem perto mesmo.


Um dos mirantes

Ficamos no Rena Room, a dona, Rena, nos recebeu muito bem, diferente da maioria dos Ingregês, não tive problemas com comunicação, o inglês dela é muito bom. Ficamos em um quarto grande, com direito a terraço exclusivo com vista para o mar, muito legal.


Vista da Suite Presidencial

Para variar aluguei uma MEGA SUPER POWER CANA’S MACHINE, mesmo preço, dessa vez de outra cor - também só precisei da carteira de habilitação brasileira e o cara liberou o aluguel - rodamos bastante, um dia fomos para o sul da ilha, um lugar com praias belas e tranquilas, a água continuava gelada, mas, com o calor que estava fazendo dava para entrar e ficar poucos minutos no mar.


Kolympythres Beach

Ao norte da ilha, fomos a Kolympythres, uma praia show de bola, não sei qual fenômeno da natureza estava acontecendo, pois a água ali não estava gelada, algumas pessoas praticando esqui aquático, mergulho, a mulherada insistindo em colocar os peitos para fora, até chegarmos em Naousa.


Naousa

Naousa é uma vila com bares e restaurantes na beira do mar, o povo lá também tem o hábito de colocar o polvo para tomar um sol, logo de cara é estranho ver polvo tomando sol, mas, depois se acostuma igual vê os peitos da mulherada de fora.


Polvo pegando um bronze

Resolvemos almoçar por lá, sentamos em um restaurante, desta vez um melhorzinho (leia, mais caro!) se não estiver lembrado ou ainda não leu, toda vez que eu saía do hotel era com duas garrafas de água por causa do calor que fazia por lá – voltando... Assim que sentamos e logo chega um garçom abrindo uma garrafa de água e colocando em meu copo (tenho uma raiva mortal disso, para piorar, estava de barriga cheia de água, mas, na Grécia, de féria, não gostei, mas, relevei). Fizemos nosso pedido e um minuto após, chega novamente o garçom com pães e patês, um negócio bem chique de entrada (quem pediu!?) o pior é que pão na Europa não é essa Coca-Cola toda, veio um pão com uma casca parecendo pedra, mas, estava com fome e acabei matando. Quando o prato chegou, que decepção, só tinha comido, até o momento na Grécia, em restaurante meia boca (pobre é uma miséria!) e prato de restaurante meia boca vem transbordando de comida, quase sempre sobrava, mas, nesse, veio a quantidade certa de passar a fome e todo enfeitado em um prato do tamanho de uma bandeja - coisa de gente chique. Nem lembro quanto paguei, ainda bem, meu cérebro não registrou este momento doloroso da viagem.


Entra em beco, sai em beco

O comércio tanto em Naxos como em Paros é muito bom, vários becos brancos, limpos e bem iluminados ligam pequenas praças, se vacilar se perde pelos becos. Algumas ruas são interditadas para tráfego de pedestres e artistas que se apresentam nela, o clima muito agradável, bacana.


Xing Ling Grego

Isso mesmo, rodando pela cidade, eis que vimos Havaianas com bandeirinha do Brasil e tudo mais só que baratinha (estranho!) Quando chegamos perto... Rá Rá pegadinha do malandro! Não eram as Havaianas eram as Brazillianas, isso para provar que pior que brasileiro, bicho encontrado em qualquer cafundó do judas, o Xing Ling também!

Pois é pessoal, é isso, chega de praia na Europa, agora é voltar ao continente e terminar o tour em grande estilo!

Próxima parada Atenas ou Αθήνα.

Tour Europa VI - Grécia - Ios

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Só depois de dois meses e meio consigo postar a continuação da viagem a Grécia, são as novidades que estão chegando e tomando meu tempo, aguardem!

Sim, vamos lá, saímos de Santorini em um ferry bem menor, o trajeto também menor, foram três horas de mar e 15 euritos por pessoa até Ios.

A viagem seria melhor se metade do tempo não tivesse ficado sozinho. Tudo começou quando minha companheira de viagem resolveu ir ao banheiro, chegando lá ela ouviu uma colega de banheiro botando os bofes para fora e, em solidariedade, resolveu fazer o mesmo até o final do percurso.

Chegamos em Ios e logo avistei o carro com o nome do hostel Princess Sissy - ainda bem, não tinha avisado a hora da minha chegada e estava achando que ia andando.


Vista da Princess Sissy

Subimos o morro de carro e, como estava cedo, umas 11 da manhã, ficamos aguardando o apartamento desocupar. Fizemos o check-in e com um inglês razoável, mas, rápido, muito rápido, sabe aquele texto decorado parecendo de comissário de bordo, pois é, foi assim que ele nos disse como chegar a vila, ao porto, horário de funcionamento do hostel, café da manhã e mais alguma coisa que não deu para entender.


Praça da Villa

Fomos a vila comer alguma coisa, o hostel fica no meio do morro e a subida até a vila é felomenal, voltamos e resolvi descer em busca de algum lugar para alugar alguma coisa para nos locomover. Aluguei, pela bagatela de € 15 a diária, somente com meu documento de habilitação, uma motozinha de 50cc que batia no VDO passando de 60 Km/h. Com ela fomos aos 4 cantos da ilha.


Magganari

A parte mais emocionante da nossa permanência em Ios foi a despedida. Já estávamos no porto para pegar outro ferry com destino a Naxos cheio de mala nas costas, lembrei que seria uma viagem curta e provavelmente o ferry deveria sem pequeno. Esqueci de passar em uma farmácia para comprar remédio para enjoo para minha amada. O que fazer?



Psathi

Rapaz, faltando uns 30 minutos para o ferry chegar, já no porto, passagem comprada, deixei a mochila (claro!) e fui correndo até a vila para a única farmácia da ilha. O percurso não é longo, um pouco menos de 2Km, mas, fazer isso escalando um morro é duro. Levei 16 minutos até chegar na farmácia e uns 3 minutos para conseguir falar, ainda ofegante pensei, como se fala enjoo em inglês? Uma senhora me atendeu e joguei meu ingrês bem dizido... "Good morning, I need medicine for...haull.." a senhora me vendeu um remédio e disse que teria que tomar uns 15 minutos antes da viagem, para ter certeza da informação fui ler a bula, para minha surpresa estava tudo em grego, que absurdo!

Desci a ladeira desembestado com medo de perder o ferry, 13 minutos depois estava eu no porto encharcado de suor, num calor dos infernos, mas, com o remédio na mão. Resultado da correria, errei o horário do ferry e acabei ficando mais uns 30 minutos no porto. O lado bom da história foi que perdi algumas gramas.


POWER SUPER MEGA CANA’S MACHINE

Para mim, a melhor das 4 ilhas que fomos. A ilha é pequena com estrutura de grande, vários bares, restaurantes, lanchonetes e fácil acesso as praias.

Próxima parada Naxos ou Νάξος

Tour Europa V - Grécia - Santorini

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Santorini ou Σαντορίνη

Entramos no vulcão, já bem próximo do porto de Thira, acompanhados de um pôr do sol espetacular. Avistamos logo na saída do ferry um senhor com a placa da pousada Villa Dimitris na mão, aguardamos mais um casal chegar e partimos para a pousada.


Ilha de Thira ou Θήρα



Dentre algumas similaridades dos gregos com os brasileiros está a forma de dirigir, os caras correm e não se preocupam muito com os outros na estrada, subimos o vulcão a mil por hora numa estrada muito estreita e movimentada (nos horários de chegada e partida dos ferries). Em pouco tempo chegamos na pousa que fica uns 10Km do porto.



Fomos recebidos pela dona da pousada Villa Dimitris em Perissa, a pousada é bacana, simples, mas, limpa e aconchegante, recebemos as informações sobre horário do café, local para almoço, aluguel de veículos. Como só passamos uma noite em cada cidade, foi tudo muito corrido e em Santorini ficaríamos mais tempo, isso deu a impressão de que finalmente tínhamos chegado a Grécia.

Para não perder o costume, mesmo a noite, fomos a orla fazer o reconhecimento da área. Estava cedo e os grandes bares e boates estavam vazios, mesmo assim, deu para sentir como seria a noite em Perissa – até parece que sou das noites! – Voltamos a pousada para recuperar as quase 9 horas de ferry e se preparar para curtir o dia.



A primeira coisa que fizemos foi procurar um local para alugar um veículo, a primeira locadora estava com um preço melhor, como nunca tinha andado de 4x4, resolvi alugar um. Aluguei um POWER CANA’S MACHINE, que fazia os incríveis 30Km/h na subida e PASMEM, 50 Km/h na descida, se alguém subisse a ladeira andando e tropeçasse, andava mais rápido que minha POWER CANA’S MACHINE, se arrependimento matasse eu não estaria digitando este texto agora. Paguei por este meio de locomoção € 25 por dia, enchia o tanque com € 4 a 5 e rodava a ilha toda, não precisei dar cartão de crédito, apenas a habilitação como garantia. Como eles sabiam que um papel com fotografia era habilitação, sei lá!


Red Beach

Demos duas voltas ao redor de toda a ilha, conhecemos Oia e todas as praias. A cada suada subida com o nosso POWER CANA’S MACHINE éramos recompensados por paisagens de tirar o fôlego. Fomos a famosa Red Beach em Santorini, não tem como comparar com as praias do Brasil, a Red Beach não tem nada, a praia é entupida de gente, pequena e água gelada, a única coisa legal é a cor da água e só.


Algum lugar de Santorini I


Algum lugar de Santorini II

Minutos antes do famoso pôr do sol da ilha nós íamos a um mirante no topo da ilha e aguardávamos o sol se esconder por de trás das águas azuis do mar egeu.





Alguns detalhes de um turista nas Ilhas:

Ande com , no mínimo, uma garrafa de 1,5L de água para qualquer lugar que você for.

Sou negão e gastei muito, muito protetor solar fator 50, é muito mesmo, usava protetor em qualquer lugar que tivesse contato com o sol em qualquer horário, por isso, leve litros de protetor.

Você verá mulher com os peitos de fora e de tudo que é forma, até os pêra e pêraqui, se for acompanhado avise logo a mulher sobre este detalhe, e tem mais, caso ande um pouco mais por alguma praia deserta, com certeza, você verá muito mais além de peitos para fora. O povo aproveita a tranqüilidade para tomar banho de mar e de sol sem roupas, se você for homem e queira se arriscar a entrar na água gelada – pois é, o sol é de lascar e a água é de empedrar – lembre-se que na água gelada tudo encolhe!

Não deixe de alugar um veículo, apesar de me arrepender muito de ter alugado o POWER CANA’S MACHINE, não teria como conhecer algumas praias belíssimas.

A mesma pessoa que nos levou a pousada nos deixou no porto de volta, na subida do vulcão vi uma cena que nunca tinha visto antes, uma neblina muito densa cobrindo uma pequena parte do céu extremamente azul. Por um instante o carro entrou nesta neblina e tudo escureceu, foi descer um pouco o paredão da ilha e deixamos a neblina para trás.



Voltamos de ferry mais barato e mais lento, pagamos € 15 até o próximo destino, desta vez foram só 3 horas e deu para aguentar sem problemas, ainda preferia pagar o dobro e fazer metade do tempo.



Então, próxima parada Ios ou Ίος.

Tour Europa IV - Grécia - Atenas

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Atenas ou Αθήνα

Saímos de Volos e depois de passar por uns 5 ou 6 pedágios chegamos em Atenas. Desidratados e uns 3kg a menos e perdidos. Restava saber onde estávamos em Atenas! Mais perdido que cego em tiroteio, resolvi fazer uma ronda de reconhecimento do perímetro, no início da caminhada a bendita mochila ainda pesava os 7Kg, então estava beleza. Como era um domingão estava tudo fechado, por sorte encontramos um grupo de 5 homens sentados conversando. Fui pedir informações de como chegar ao porto Piraeus.

Cheguei com um “kαλημέρα” (fala-se kaliméra = bom dia ou boa tarde, todo me achando falando grego) e só, só tinha aprendido isso em grego. Perguntei, óbvio, se alguém falava o bom e velho inglês. Alguns arranhavam, e logo veio a pergunta “where are you from?” ou algo parecido, mas deu para entender, respondi e logo vem um Ronaldo, futebol, samba.... Um cara lá, disse que era Sírio e INSISTIU para a gente pegar um pedaço da melancia inteira que ele estava na mão. Não tinha como dizer não, aceitamos e eles responderam depois de alguns minutos conversando entre eles, não deu para entender nada, parecia que eles estavam falando grego! (entendeu, falando grego! Minha mãe sempre dizia, vocês não ouvem o que digo parece que estou falando grego! Bom vou deixar a idiotice de lado e voltar ao assunto) ficaram na dúvida sobre o que seria mais fácil para a gente, ônibus ou trem/metrô (eles dizem que é a mesma coisa). Mandaram a gente pegar o metrô.

Saímos com a melancia na mão, com os cantos da boca pingando melancia e que escorria das mãos aos cotovelos, mas estava docinha! Andamos mais uns 4 minutos e achamos o terminal. No balcão de venda do ticket a velha pergunta “do you speak english?”, eles até dizem que sim, mas, um sotaque tão grego que custa a entender alguma coisa. Problema! Não tinha metrô no domingo direto da estação Agios Nikolaos (estação que achamos) a Piraeus (estação de destino), a mulher do balcão disse que poderíamos pegar um, descer e trocar de linha na estação Larisa e de lá pegar outro para Piraeus.


Pegamos o tal metrô, descemos em Larisa, e agora? Como trocar de linha? Perguntei a outra pessoa do balcão de venda que falou um inglês e agora sim, não entendi absolutamente nada, acertei mais a mímica que ela fez do que o idioma que ela falou. Precisamos saí da estação de metro e fui para o de trem, foi aí que descobri que eles dizem que é a mesma coisa, pelo menos o ticket serve para os dois também (validade de 2 horas por €1,40). Inacreditavelmente o trem também estava com o ar condicionado quebrado, estava quente, muito quente, muito quente, tão quente que eu, como já disse, nordestino comedor de farinha com rapadura, estava começando a passar mal.

Finalmente chegamos ao porto de Piraeus por volta das 15h, foram 5h de Volos a Atenas, mais 1h entre estar perdido até o porto, as 15h no verão grego é o nosso meio dia do nordeste brasileiro, o horário que só turista anda pela rua. Domingão, tudo fechado, foi fácil encontrar o hotel, já estava com um mapinha do maps.google na mão. Ficamos no hotel Argo, como não era familiar, a recepção foi mais fria, o elevador só cabe duas pessoas de largura normal para magro, se você é gordinho e sua companheira ou companheiro é gordinho também, esqueça! Só de duas viagens.

Pedi a recepção que me ajudasse a comprar a passagem para Santorini, eles foram prestativos, perguntaram o nome dos passageiros e cobraram uma taxinha de uns €3 cada passagem. Como estava muito cansado e não tinha comprado com antecedência, não esquentei. A diária foi sem café da manhã, assim que acordamos arrumamos as mochilas e fomos ao porto, passamos por uma padaria para comprar água, pita e refrigerante para encarar as 8,5h de ferry.

Quem está acostumado com os de Salvador se espanta quando vê o tamanho do ferry da Grécia, é bem grande, tem ar condicionado, tudo bem limpo e organizado, fez o ferry de salvador virar uma canoa de pescador. Ah! Paguei €30 por passagem. Não vale a pena, preferia pagar mais caro (o dobro) e fazer o mesmo percurso pela metade do tempo, fizemos quase 9h no ferry, é de matar qualquer um de tédio, os que já conheciam o ferry sabiam o melhor lugar para ficar (perto de tomada) assim usam o computador ou tablet para passar o tempo. Então, se você não for um quebrado como eu, pegue o ferry mais rápido. OK! A paisagem é espetacular, fomos seguidos por algumas dezenas de golfinhos que saltavam bem próximo do ferry, foi muito legal, mas, mesmo assim, preferia chegar mais rápido. Ah! No ferry que fomos tinha lanchonetes e restaurantes, mas, mesmo assim, muitos levavam a marmita e muita água de casa, inclusive eu.


Não, nem se assuste! Não foi em um desse que eu estava, a foto é só para mostrar o tamanhos das crianças que estavam ancorados.


Ainda não, não foi esse! Esse é que eu queria ir, o mais rápido.


Agora sim, fomos em um igualzinho a este.


Próxima parada, Santorini ou Σαντορίνη.

Tour Europa III - Grécia - Volos

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Por que Volos?

Imaginei:

Vou chegar a um Aeroporto no meio do nada, as 18h (onde eu morava já estaria escurecendo);

Esperar desembarcar minha mochila, pegar um ônibus para o centro de Volos (rodar mais uns 20km), chegaria umas 19h;

As 19h iria procurar trem ou outro ônibus de Volos para Atenas e mais 320km – chegaria em Atenas as 23h;

Procurar o hotel em uma cidade desconhecida, em plena crise (o vídeo abaixo mostra o clima tenso do dia 29/06, minha viagem foi dia 16/07)



Comentários de que o centro de Atenas é barra pesada (Omonia, para ser mais específico), isso tudo com uma mala nas costas de 80kg (sabe que o peso da mochila cresce exponencialmente em relação ao tempo com ela nas costas).

Melhor ficar em Volos mesmo, né?


Chegamos em Nea Anchialos, como imaginava, quebrados...

AH! Esqueci de fazer um outro comentário sobre o vôo da Ryanair. Além de parecer um buzão, as poltronas são desconfortáveis, é uma cadeira de plástico com uma almofadinha para sentar, não reclinam e não tem nenhuma TVzinha para saber onde estamos e nem quando chegaremos. NÃO ESTOU RECLAMANDO, é o preço que se paga para voar pagando baratinho. Pagar €9 ou €20 e reclamar é foda duro, tem que ir achando tudo lindo.

Voltando... Chegamos quebrados, como imaginava, a adrenalina não deixou ninguém descansar, liguei a TV para assistir o Jornal Nacional, ô abestado JN que nada, assisti uma parte de um filme (só entendi por que estava legendado em grego). Logo descemos para procurar algo diferente e bom para comer, aproveitamos para dar uma volta e conhecer o “povoado”.

Não andamos muito e encontramos algo parecido com o centro da cidade onde tinham vários pontos comerciais, fomos a uma lanchonete e comi um pita, parece um pão sírio com frango, tomate e alface, o melhor dele é que não é caro, não lembro exatamente, mas, acho que €1,50. Continuamos andando até que achei uma placa grande com o nome “Market”, fomos lá para comprar frutas e alguma coisa para passar a noite. Imagine se o nome estivesse em grego, “Σουπερμάρκετ”, quando que eu iria achar?

No dia seguinte fomos tomar o café da manhã do hotel, não estava ruim, mas, bem diferente do que estamos acostumados no Brasil, tudo muito industrial e prático, ovos cozidos pela manhã, um bolinho de caixa seco, kisuco de alguma coisa que não consegui identificar e um pão que perde feio para os pães brasileiros, para salvar, tinha uma melancia de verdade, aliás, estava no tempo da melancia, onde passávamos tinha uma camionete cheia de melancia para vender. Tinha mais algumas opções, geleia de caixinha de super mercado e outras coisas que não me agradaram.

Logo após o café da manhã, fui procurar passagem para Atenas, onde iria passar também só um dia. O Vassilis Asderakis fez praticamente tudo, ele foi ao telefone procurar os horários disponíveis, escolhi um, ele saiu e logo voltou com os dois tickets (€23 por pessoa)e insistiu para que nos levasse até o ponto de parada do ônibus, como já estava próximo do horário aguardamos na recepção e alguns minutos antes o Vassilis nos levou ao ponto, o ônibus parou, coloquei a mochila e partimos a Atenas passando por paisagens incríveis.

No meio da viagem o ônibus parou em um restaurantezinho no meio do nada, bem limpo, organizado e bonito onde ficamos por cerca de 15 minutos para comer algo ou ir ao banheiro, sim, o buzão não tinha banheiro. Comemos uma coxa e sobrecoxa de frango com batata e batata frita, coisinha simples, bem light. Não foi caro, acho que deu uns €7 com refrigerante para cada.

O ônibus é daquele que não abre a janela, seria uma bobagem se estivéssemos no norte da Europa ou o ar condicionado não estivesse funcionando. Como o frio de 10 graus negativos é inexplicável para quem nunca passou por isso, 40 graus dentro de um buzão sem ar condicionado também é indescritível. NUNCA, nunca na minha vida de nordestino comedor de rapadura com farinha seca senti tanto calor, acho que só na viagem bebi uns 2 litros de água natural. Parecia que quanto mais próximo de Atenas, maior o calor.

Próxima parada, Atenas ou Αθήνα.

Tour Europa II - Grécia

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Cheguei em Lux e após o susto de ter tomado um bom baculejo da polícia (nenhum puliça federal pode me ver que me dá baculejo!) fui a casa de minha irmã, conversamos por algum tempo e não demorei muito para tomar um banho e cair na cama acabado da viagem de trocentas horas.

Fomos as compras, comprar o que iria precisar para fazer a tão esperada viagem a Grécia. Primeiro minha máquina fotográfica, meu novo brinquedo. Não adiantou nada eu ficar na dúvida entre a Nikon D3100 ou a Canon 500D, fui a algumas lojas e acabei comprando a Canon 550D, um pouco mais caro, mas, com o custo x beneficio melhor, show de bola. Compramos também um mochilão de camping de 55 litros.

Como o vôo saía de Charleroi, na Bélgica, compramos a passagem do bus Flibco pela net, a Flibco faz transporte de passageiros entre aeroportos e capitais próximas, muito legal, confortável e não é tão caro. Se eu soubesse da existência desta empresa não precisaria pedir a minha irmã para me pegar em Frankfurt, vinha pra Lux de Flibco. Ah! Paguei 22 euros de Lux a Charleroi.

A idéia era a seguinte:

Iríamos pegar um bus de Pfaffenthal (bairro de Lux) até a Gare as 7:21 (o ônibus passa exatamente neste horário);
Foi a única coisa que saiu do esperado, perdemos o ônibus e tivemos que subir a “ladeira da morte” até a Vila, um percurso de mais ou menos 800m de ladeira mais 400 plano com uma mochila que pesa, no começo da andada, uns 8kg e, já no final da ladeira parecia um saco de cimento cheio.

Procurar o ônibus da Flibco e esperar até as 8:20, horário de saída do bus da Gare;
Tranquilo, o buzão é verde com o nome flibco bem grande, foi bem fácil de achar, aproveitamos para comprar alguma coisa para comer (ô coisinha ruim são os pães daqui) e para beber enquanto o bus não saía.
Chegar em Charleroi as 10:50;
Em ponto! Viagem tranguila, buzão vazio.

Despachar o mochilão;
Já tínhamos feito o check-in online, o aeroporto fica há uns 60km de Bruxelas e estava lotado, como em qualquer aeroporto, haviam monitores com o nome da cidade destino em cima de cada quiche, foi só pegar a fila, apresentar o comprovante do check-in e a aguardar até 13:20, horário do vôo;

Hora da largada;
A Ryanair vende passagem de baixo custo, não oferece absolutamente nada aos passageiros gratuitamente e a tripulação fica parecendo vendedor ambulante na praia final de semana, toda hora passa pelo corredor vendendo bebida, comida, jornais, cigarros e etc. Esta empresa também não marca lugar no avião, simplesmente abre a porteira e os gados correm para pegar o melhor lugar. Agora!!!! Se você pagar a bagatela de 5 euritos a mais, você tem o privilégio de furar a fila, assim, liberam primeiro os gados gordos e depois os magros.

Paguei e furei a fila, quando se abrem as porteiras dá até medo de olhar para tras, alguns correm, mas, a maioria anda rápido, muito rápido (saca marcha atlética!?) para poder pegar um lugar legal. Até parece que tem lugar legal, as poltronas são desconfortáveis e não inclinam. Por um pouco mais de 100 euros da Bélgica até Grécia, não esperava nada melhor.

Finalmente Grécia, agora procurar como chegar ao hotel Protessilaos;
As 17:35 estávamos em Volos, logo na entrada no saguão do aeroporto, a constatação – Καλώς ήλθατε στο Βόλο – na maioria das placas havia sempre a tradução para o inglês, salvando minha vida.

Até para falar o nome dos lugares, hotéis e ruas era complicado, saímos do aeroporto para pegar um bus para Nea Anchialos (falando, saí um som de nianquielos). Só havia um ônibus no aeroporto que ia ao centro de Volos, uns 40km e uns 15km até a tal Nea Anchialos.

Pegamos o bus e o cobrador queria saber quem iria parar em nianquielos, e eu só admirando a paisagem e o cobrador gritando nianquielos!? nianquielos!? nianquielos!? Foi aí que percebi o que ele queria, levantei a mão e ele veio, acho que ele perguntou onde iríamos ficar. Mostrei o mapa a ele, depois de coçar bastante a cabeça ele fez um OK e falou com o motorista.

Dois minutos depois chega ele novamente dizendo... “Next time.. Δεν συμβαίνει στο δρόμο”. Não estava entendendo bulhufas do que ele estava dizendo, ele só falava inglês o “next time”, depois era só grego. Perguntei.. “Will you stop here?” bem devagar e ele respondeu: “Yes, but next time.. Δεν συμβαίνει στο δρόμο ”. Vai se lascar mermão, eu lá queria saber de next time, só queria saber se ele iria parar em algum lugar de Nea Anchielos. Disse “Ok” e ele foi embora.

Como ele parou fora do ponto de ônibus, bem, imagino que o “Δεν συμβαίνει στο δρόμο” era dizendo que da próxima vez não iria parar fora do ponto. Bom.. Ele parou na rua do hotel uns 50 metros e depois de umas 12h na rua até o destino, achamos o hotel Protessilaos.

Fomos muito bem recebidos por Vassilis Asderakis, uma figuraça, animado, atencioso, nos convidou para tomar uma das mais populares bebidas, um café gelado, estaria muito bom se eu não tivesse pedido para não colocar açúcar, como faço com o café quente, normal no Brasil. Kedma só tomou um suco de alguma coisa que parecia kisuco, também normal na Europa.

Fotos de NEA ANCHIALOS


Hotel Protessilaos


Welcome Drinks


Nós na praia


Praia de areia escura


Teste da temperatura da água


Vista da varanda do hotel


Manhã de Nea Anchialos


Eu e o figura Vassilis Asderakis