Atenas ou Αθήνα
Saímos de Volos e depois de passar por uns 5 ou 6 pedágios chegamos em Atenas. Desidratados e uns 3kg a menos e perdidos. Restava saber onde estávamos em Atenas! Mais perdido que cego em tiroteio, resolvi fazer uma ronda de reconhecimento do perímetro, no início da caminhada a bendita mochila ainda pesava os 7Kg, então estava beleza. Como era um domingão estava tudo fechado, por sorte encontramos um grupo de 5 homens sentados conversando. Fui pedir informações de como chegar ao porto Piraeus.
Cheguei com um “kαλημέρα” (fala-se kaliméra = bom dia ou boa tarde, todo me achando falando grego) e só, só tinha aprendido isso em grego. Perguntei, óbvio, se alguém falava o bom e velho inglês. Alguns arranhavam, e logo veio a pergunta “where are you from?” ou algo parecido, mas deu para entender, respondi e logo vem um Ronaldo, futebol, samba.... Um cara lá, disse que era Sírio e INSISTIU para a gente pegar um pedaço da melancia inteira que ele estava na mão. Não tinha como dizer não, aceitamos e eles responderam depois de alguns minutos conversando entre eles, não deu para entender nada, parecia que eles estavam falando grego! (entendeu, falando grego! Minha mãe sempre dizia, vocês não ouvem o que digo parece que estou falando grego! Bom vou deixar a idiotice de lado e voltar ao assunto) ficaram na dúvida sobre o que seria mais fácil para a gente, ônibus ou trem/metrô (eles dizem que é a mesma coisa). Mandaram a gente pegar o metrô.
Saímos com a melancia na mão, com os cantos da boca pingando melancia e que escorria das mãos aos cotovelos, mas estava docinha! Andamos mais uns 4 minutos e achamos o terminal. No balcão de venda do ticket a velha pergunta “do you speak english?”, eles até dizem que sim, mas, um sotaque tão grego que custa a entender alguma coisa. Problema! Não tinha metrô no domingo direto da estação Agios Nikolaos (estação que achamos) a Piraeus (estação de destino), a mulher do balcão disse que poderíamos pegar um, descer e trocar de linha na estação Larisa e de lá pegar outro para Piraeus.

Pegamos o tal metrô, descemos em Larisa, e agora? Como trocar de linha? Perguntei a outra pessoa do balcão de venda que falou um inglês e agora sim, não entendi absolutamente nada, acertei mais a mímica que ela fez do que o idioma que ela falou. Precisamos saí da estação de metro e fui para o de trem, foi aí que descobri que eles dizem que é a mesma coisa, pelo menos o ticket serve para os dois também (validade de 2 horas por €1,40). Inacreditavelmente o trem também estava com o ar condicionado quebrado, estava quente, muito quente, muito quente, tão quente que eu, como já disse, nordestino comedor de farinha com rapadura, estava começando a passar mal.
Finalmente chegamos ao porto de Piraeus por volta das 15h, foram 5h de Volos a Atenas, mais 1h entre estar perdido até o porto, as 15h no verão grego é o nosso meio dia do nordeste brasileiro, o horário que só turista anda pela rua. Domingão, tudo fechado, foi fácil encontrar o hotel, já estava com um mapinha do maps.google na mão. Ficamos no hotel Argo, como não era familiar, a recepção foi mais fria, o elevador só cabe duas pessoas de largura normal para magro, se você é gordinho e sua companheira ou companheiro é gordinho também, esqueça! Só de duas viagens.
Pedi a recepção que me ajudasse a comprar a passagem para Santorini, eles foram prestativos, perguntaram o nome dos passageiros e cobraram uma taxinha de uns €3 cada passagem. Como estava muito cansado e não tinha comprado com antecedência, não esquentei. A diária foi sem café da manhã, assim que acordamos arrumamos as mochilas e fomos ao porto, passamos por uma padaria para comprar água, pita e refrigerante para encarar as 8,5h de ferry.
Quem está acostumado com os de Salvador se espanta quando vê o tamanho do ferry da Grécia, é bem grande, tem ar condicionado, tudo bem limpo e organizado, fez o ferry de salvador virar uma canoa de pescador. Ah! Paguei €30 por passagem. Não vale a pena, preferia pagar mais caro (o dobro) e fazer o mesmo percurso pela metade do tempo, fizemos quase 9h no ferry, é de matar qualquer um de tédio, os que já conheciam o ferry sabiam o melhor lugar para ficar (perto de tomada) assim usam o computador ou tablet para passar o tempo. Então, se você não for um quebrado como eu, pegue o ferry mais rápido. OK! A paisagem é espetacular, fomos seguidos por algumas dezenas de golfinhos que saltavam bem próximo do ferry, foi muito legal, mas, mesmo assim, preferia chegar mais rápido. Ah! No ferry que fomos tinha lanchonetes e restaurantes, mas, mesmo assim, muitos levavam a marmita e muita água de casa, inclusive eu.



Saímos de Volos e depois de passar por uns 5 ou 6 pedágios chegamos em Atenas. Desidratados e uns 3kg a menos e perdidos. Restava saber onde estávamos em Atenas! Mais perdido que cego em tiroteio, resolvi fazer uma ronda de reconhecimento do perímetro, no início da caminhada a bendita mochila ainda pesava os 7Kg, então estava beleza. Como era um domingão estava tudo fechado, por sorte encontramos um grupo de 5 homens sentados conversando. Fui pedir informações de como chegar ao porto Piraeus.
Cheguei com um “kαλημέρα” (fala-se kaliméra = bom dia ou boa tarde, todo me achando falando grego) e só, só tinha aprendido isso em grego. Perguntei, óbvio, se alguém falava o bom e velho inglês. Alguns arranhavam, e logo veio a pergunta “where are you from?” ou algo parecido, mas deu para entender, respondi e logo vem um Ronaldo, futebol, samba.... Um cara lá, disse que era Sírio e INSISTIU para a gente pegar um pedaço da melancia inteira que ele estava na mão. Não tinha como dizer não, aceitamos e eles responderam depois de alguns minutos conversando entre eles, não deu para entender nada, parecia que eles estavam falando grego! (entendeu, falando grego! Minha mãe sempre dizia, vocês não ouvem o que digo parece que estou falando grego! Bom vou deixar a idiotice de lado e voltar ao assunto) ficaram na dúvida sobre o que seria mais fácil para a gente, ônibus ou trem/metrô (eles dizem que é a mesma coisa). Mandaram a gente pegar o metrô.
Saímos com a melancia na mão, com os cantos da boca pingando melancia e que escorria das mãos aos cotovelos, mas estava docinha! Andamos mais uns 4 minutos e achamos o terminal. No balcão de venda do ticket a velha pergunta “do you speak english?”, eles até dizem que sim, mas, um sotaque tão grego que custa a entender alguma coisa. Problema! Não tinha metrô no domingo direto da estação Agios Nikolaos (estação que achamos) a Piraeus (estação de destino), a mulher do balcão disse que poderíamos pegar um, descer e trocar de linha na estação Larisa e de lá pegar outro para Piraeus.

Pegamos o tal metrô, descemos em Larisa, e agora? Como trocar de linha? Perguntei a outra pessoa do balcão de venda que falou um inglês e agora sim, não entendi absolutamente nada, acertei mais a mímica que ela fez do que o idioma que ela falou. Precisamos saí da estação de metro e fui para o de trem, foi aí que descobri que eles dizem que é a mesma coisa, pelo menos o ticket serve para os dois também (validade de 2 horas por €1,40). Inacreditavelmente o trem também estava com o ar condicionado quebrado, estava quente, muito quente, muito quente, tão quente que eu, como já disse, nordestino comedor de farinha com rapadura, estava começando a passar mal.
Finalmente chegamos ao porto de Piraeus por volta das 15h, foram 5h de Volos a Atenas, mais 1h entre estar perdido até o porto, as 15h no verão grego é o nosso meio dia do nordeste brasileiro, o horário que só turista anda pela rua. Domingão, tudo fechado, foi fácil encontrar o hotel, já estava com um mapinha do maps.google na mão. Ficamos no hotel Argo, como não era familiar, a recepção foi mais fria, o elevador só cabe duas pessoas de largura normal para magro, se você é gordinho e sua companheira ou companheiro é gordinho também, esqueça! Só de duas viagens.
Pedi a recepção que me ajudasse a comprar a passagem para Santorini, eles foram prestativos, perguntaram o nome dos passageiros e cobraram uma taxinha de uns €3 cada passagem. Como estava muito cansado e não tinha comprado com antecedência, não esquentei. A diária foi sem café da manhã, assim que acordamos arrumamos as mochilas e fomos ao porto, passamos por uma padaria para comprar água, pita e refrigerante para encarar as 8,5h de ferry.Quem está acostumado com os de Salvador se espanta quando vê o tamanho do ferry da Grécia, é bem grande, tem ar condicionado, tudo bem limpo e organizado, fez o ferry de salvador virar uma canoa de pescador. Ah! Paguei €30 por passagem. Não vale a pena, preferia pagar mais caro (o dobro) e fazer o mesmo percurso pela metade do tempo, fizemos quase 9h no ferry, é de matar qualquer um de tédio, os que já conheciam o ferry sabiam o melhor lugar para ficar (perto de tomada) assim usam o computador ou tablet para passar o tempo. Então, se você não for um quebrado como eu, pegue o ferry mais rápido. OK! A paisagem é espetacular, fomos seguidos por algumas dezenas de golfinhos que saltavam bem próximo do ferry, foi muito legal, mas, mesmo assim, preferia chegar mais rápido. Ah! No ferry que fomos tinha lanchonetes e restaurantes, mas, mesmo assim, muitos levavam a marmita e muita água de casa, inclusive eu.

Não, nem se assuste! Não foi em um desse que eu estava, a foto é só para mostrar o tamanhos das crianças que estavam ancorados.

Ainda não, não foi esse! Esse é que eu queria ir, o mais rápido.

Agora sim, fomos em um igualzinho a este.
Próxima parada, Santorini ou Σαντορίνη.
