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Itacaré

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Saindo de Itacaré

Saímos, eu e Kedma, minha esposa linda e maravilhosa, de Valença, passamos por Taperoá, paramos para subir em um mirante no meio do nada, não é AQUELA vista, mas, de férias, sem pressa, no stress, fomos esticar as pernas. Sim... Voltando a estrada... Passamos por Ituberá, Camamú, e chegaríamos a Península de Maraú -----

Epa! Permita-me abrir um parêntese:

Abre parêntese -- Eu, mais que ninguém, sei que planos mudam de acordo com o tempo, a gente vai ficando mais velho, prioridades mudam, pensamentos mudam, conceitos também e como dizia meu conterrâneo maluco beleza, “Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” Raul Seixas. Minha idéia era conhecer a Península de Maraú o lugar que HOJE encabeça a minha lista de cidades onde pretendo passar durante minha aposentadoria. -- Fecha parêntese.


Que estrada

Na ida a Maraú comecei a imaginar como estariam as ondas em Itacaré, como já tinha um bom tempo que eu não pegava umas ondas, bateu o desespero e fui direto pra Itacaré. O caminho para Maraú é ou era - em 2009 – de terra e tinha visto em um site que havia um trecho que chegaria ao outro lado do rio de Itacaré. Ora, pensei, se existe uma trilha pista até o rio é sinal que deve haver um meio de atravessar o rio de carro, correto? Correto! Ufa! Imagine voltar tudo novamente.


Chegada

Chegamos por uma balsa pelo subúrbio de Itacaré, você precisava ter visto a cara de Kedma ao chegar a cidade, eu tinha feito tanta propaganda. Ela fez questão de fotografar a cena da chegada para que outras pessoas não fiquem iludidas como ela.

Depois ela viu que a cidade não era feia, mesmo assim, ela achou melhor Morro de São Paulo. Prefiro não opinar, como meu foco é praia e onda poderia cometer uma injustiça.


Caminhada

Como fomos no verão o mar estava flat e o maior crowd, fizemos então uma pequena trilha para ir a Prainha, uma praia mais distante com condições para o surf e com belo cenário. Não lembrava mais da distância do asfalto para a tal Prainha, lembrei somente que não tinha como se perder era só seguir a trilha, disse a mulher que era uns 5 a 10 minutos andando. Rapaz... Chegou nos 15 olhei para trás, vi a coitada de minha esposa com o joelho podre, cheguei a perguntar se queria voltar, mas, como não tinha idéia da distância, fiquei com receio de voltar e ficar sabendo depois que bastaria apenas 1 minuto a mais de caminhada. Porém, cada passo que dava para frente imaginava a volta depois de sol e surf. Mesmo assim seguimos...


Prainha

1 hora depois... Isso mesmo, 1 hora depois a prainha deu sinal de vida. Realmente o lugar é muito bonito, minha esposa disse que preferia conhecer na foto e não precisar caminhar tanto, surf mesmo que é bom, nada, dei uma remada para matar a fome, o mar estava pequeno e mexido. Tinha uma barraquinha lá com um cara vendendo água de coco, foi o que me salvou da vingança de minha esposa, e fizemos o árduo percurso de volta.

Passamos dois dias em Itacaré, não voltamos mais a Prainha, e fomos a Ilhéus pela estrada mais nova, fácil e rápida para chegar e sair de Itacaré para a formatura de Valter, meu irmão mais novo.

Morro de São Paulo - BA

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Todas as vezes que fui ao litoral sul da Bahia foi saindo de Salvador pelo ferry boat. Já passei por Ilhéus, Morro de São Paulo, Itacaré e outras praias com menos fama. É uma viagem longa, mas compensadora.

A viagem começa assim: Primeiro passo – tenha muita paciência.

Vá ao terminal do Bom Despacho, peque uma fila para tomar uma facada ao passar pelo guichê de pagamento, acho o preço um absurdo. TWB é a empresa que presta este serviço – clique aqui e acesse o site da TWB e veja a tabela da facada de preço. Com sorte você aguardará poucas horas para conseguir embarcar no ferry. Não se assuste com as condições dos barcos, são feios, sujos e velhos, o lado bom deste meio de transporte é que nunca, nunca, nunca afundou e olha que gosto de adrenalina e acho massa quando o bicho pega e ver a cara de medo do povo.


Foto do terminal hidroviário de Valença.

Rumo a Morro de São Paulo.

Obs. Opa! Obs no começo do texto? É. Preciso avisar que se você não gosta de andar, nem pense em ir a Morro! Lá não tem carro, nem moto, nem jegue, é tudo na perna mesmo. Ok?

Chegando a ilha de Itaparica, que também tem praias muito bonitas e vale a pena conferir, viaje um pouco mais de 1 hora de carro até Valença. Estacionamento coberto ou não, Valença tem muitos estacionamentos para o pessoal que vai a Morro já próximo ao terminal – algumas pousadas indicam e até dão descontos em determinados estacionamentos.

Neste terminal pegue uma lancha, sempre peguei a mais rápida, existe uma diferença no valor, mas, eu não agüento ficar uma hora numa lancha lenta e ver o povo passando ao meu lado com uma rápida.


Essa parte é boa! Quando você chega a Morro vai descer neste terminal já em Morro e vai encontrar um monte de gente com carro de mão enchendo o saco oferecendo serviço de transporte de malas. Eu, tirado a malhado! odeio este povo que fica enchendo o saco oferecendo serviço ou produto como flanelinha e vendedor de lembrança em ponto turístico. Voltando.. Eu, tirado a malhado! primeira vez na ilha, pensei, vou pagar nada pra este cara chato levar uma mochilinha de costas e uma malinha.

Aí vai outra dica, você, tirado a malhado, primeira vez que está indo a Morro, pense bem antes de recusar o serviço. Logo depois do terminal Morro de São Paulo lhe dá as boas vindas, uma ladeira de uns 20 ou 25 metros (não lembro bem, depois de horas no ferry e ter dirigido mais uma horinha, a ladeira parecia ter quilômetros) que parece mais uma parede de escalada.

No meio da ladeira a mochilinha virou um saco de cimento cheio e a malinha revezava de mão e mão para não ficar no meio da ladeira. Em pleno verão baiano, um calor de rachar, em fim, chequei ao final da ladeira ensopado de suor, pernas e braços tremendo. Economizei uma porcaria de um refrigerante.


Esta é a imagem da vitória, é no final desta rua que aparecem os heróis da resistência.

Aos farofeiros de plantão, não precisa levar farofa. Você deve estar pensando no preço das coisas por lá, vou adiantar, é caro, bem caro. MAS!!! Imagine você subir e descer as ladeiras de morro cheio de garrafas de água, refrigerantes e cervejas.




Esta é a praça principal e única. A noite surgem vários pontos de venda de lembranças e comidas típicas, bem legal!

Pela vista desta praça dá para perceber que só basta levar sandália, sunga, camisa, boné, máquina fotográfica, pilhas e muito protetor solar. Ah! Sua cerveja, refrigerante e água vendem nas pequenas mercearias, não é mais barato que em um supermercado, afinal, tudo em Morro chega de barco, mas, é mais barato que nos bares, pronto, farofa garantida.


Eu e minha esposa.

Não se enganem, este sorriso aconteceu depois de algumas horas de descanso da subida. Aí ficou tudo lindo e maravilhoso.







Tradicional

TODOS! TODOS tiram fotos deste mirante que fica bem próximo ao Farol. Não tem como chegar aqui e não ficar horas admirando a paisagem, até porque para chegar aqui tem que dar uma andada numa trilha com uma subida "felomenal". Falando assim o povo deve pensar "por isso que é gordinho!". Não é isso, vale a pena cada subida e descida em Morro, é que algumas pessoas já me disseram que se soubessem que andaria tanto não iriam. Eu andaria muito mais para ver muito menos.


Mais Morro.













Mais mar.












Pegando a lancha de volta a Valença.

Próxima parada Itacaré, cidade do Surf baiano.

Praia do Forte

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Sempre que posso, quando vou a Salvador, dou uma passada na Praia do Forte. A praia é muito bonita, tem uma excelente infraestrutura, mas.... uma farofa. O bom é não ir ao final de semana, mas, se não der, o melhor a fazer é correr para uma praia mais distante e fugir da farofada.






Na Praia do Forte tem lojas onde dá para alugar pranchas de surf e equipamentos de mergulho. Não esqueça o boné, óculos escuros e muito protetor solar.








O Castelo de Garcia D'Ávila foi iniciado em 1551. Suas ruínas estão entre as mais antigas do Brasil. Não podemos comprar com os castelos europeus, mas, é um ótimo passeio para aumentar a cultura sobre a história da Bahia.
Acesse o site da fundação para ter mais informações: http://www.fgd.org.br/