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Dia do Pedestre em Cochabamba

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Día del Peatón en Cochabamba

Cochabamba é a única cidade da Bolívia que reserva 3 dias especiais por ano para a "Defensa de la Madre Tierra". Ontem foi um destes dias, uma atitude bacana do governo e população em passar o 07 de Abril sem nenhuma motocicleta nem carro nas ruas em toda a cidade, quase inacreditável para quem vem de uma metrópole, mas acredite, funciona.



Centenas de bicicletas, patins, gente aproveitando para passear com as crianças, com os cães, um dia muito mais leve, uma festa. A Pacha Mama agradece.



Fotos by Eu

De Volta a Cochabamba

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Mais uma viagem e desta vez de volta a casa, aliás, casa!? Que casa? Já mudei tantas vezes que nem sei mais onde eu moro. Bem, isso é problema existencial meu, não vou encher a cabeça de vocês com isso.

Saímos de Aracaju com destino a Sta Cruz, na Bolívia, fazendo conexão em São Paulo e Asunción, no Paraguay. Para variar partimos com alguns quilos a mais na bagagem e pronto para pagar o absurdo de R$ 15,00 aproximadamente por quilo de excesso eis que recebo a notícia que me deixou aliviado e ao mesmo tempo chateado, não entendi muito bem, o certo foi que a atendente disse que a passagem de Aracaju a São Paulo foi max, plux, mega, sei lá, uma coisa assim e por isso ganhamos mais 10 quilos extra, puts, se eu soubesse disso antes colocaria na mala mais café, arroz, chocolate, farinha e otras coisas que prefiro do Brasil, quase peço a ela para me devolver a mala para colocar mais coisa.


Partimos para São Paulo, chegamos e ficamos 5 horas esperando o próximo voo em Guarulhos, seria o início de várias horas de espera até chegar em Cochabamba, aproveitamos para comprar dólar, palavra cruzada. Chegando no Paraguai passamos pela imigração e recebemos o tão cobiçado carimbo de entrada, que chique ter no passaporte um carimbo do Paraguai, preciso dizer que isso foi uma ironia? Fomos ao saguão onde passaríamos quase metade de um dia esperando a conexão, chegamos perto de meia noite e o próximo voo só saia as 11 horas da manhã.

Li no blog Ju e Pedro Viajando as seguintes informações:
Sair do saguão de embarque não era permitido ou pagaria nova taxa de embarque de 40 dólares por pessoa;
O táxi do aeroporto até a pousada custaria em média 50 reais;
Existe um sofá para poder dormir.

Atualização - Até o final de janeiro deste ano (veja a data desta postagem) a situação mudou um pouco, é o seguinte:
Sair do saguão é permitido e não precisa pagar nenhuma tarifa de embarque, perguntei a uma funcionária que me garantiu a informação, saí e voltei sem pagar nada.
Existe uma pousada que custa 80.000 guarani (esqueci de perguntar ao taxista se este valor era para 1 ou 2 pessoas) e o valor do taxi também sairia por 80.000 guarani aproximadamente.
Não existe mais nenhum sofá bonitinho que se possa dormir no aeroporto, só cadeira desconfortável mesmo.

Como não estava disposto a gastar tudo isso para dormir 6 horas em uma pousada, resolvemos acampar no Aeropuerto Internacional Silvio Pettirossi, o pior aeroporto que conheço até hoje, parece uma rodoviária pequena, horrível. Não consigo dormir em nenhuma posição que não seja totalmente horizontal, passei a noite toda acordado, seria muito pior se não houvesse uma rede wireless aberta de 20 Mb só para mim, passei a noite navegando e baixando filmes enquanto invejava algumas pessoas dormindo em cadeira.


No piso inferior tem duas casas de câmbio que troca, no mínimo, 5 dólares, antes de trocar fui até a única lanchonete pesquisar o preço para não ter que ficar com moeda paraguaia na mão, no cardápio havia entre outras coisas que não me interessava:

Coca-cola 500 ml - 6000 Guarani
Salgado pequeno - 3000 Guarani
Suco de caixinha - 3000 Guarani
Café expresso - 8000 Guarani

Troquei 11 dólares, recebi 44000 Guarani, para mim foi o suficiente. Poucas horas antes de embarcar em outro avião recebemos o carimbo paraguaio de saída, logo chegamos em Sta Cruz de la Sierra, é inacreditável a falta de organização tanto para sair quanto para entrar na Bolívia, realmente impressionante, pegamos uma fila gigante para carimbar o passaporte - até aí normal, toda viagem internacional é assim - depois pegamos outra fila que ninguém sabia onde terminava para passar pela alfândega onde o raio X eram os zóios dos agentes, isso mesmo, estavam abrindo a maioria das malas dos passageiros, ficamos vários minutos até passar pelo raio Z (zóio), na nossa mala estava um pequeno adesivo escrito "Raio X ok" (???) e não precisamos abrir a mala. Tem um carregadores de mala que ficam a disposição, eles furam a fila na cara de pau se você usar o serviço dele.


Assim que saímos fomos ao balcão da empresa BOA para comprar a passagem de Sta Cruz a Cochabamba e, agora sim, pagar o excesso de bagagem, diferente do Brasil, 1 quilo de excesso paguei 4 bolivianos, cerca de R$ 1,30 (isso mesmo, um real e trinta centavos). Compramos as passagens e mais uma vez esperamos, eram umas 15 horas e o voo partia as 19, encontramos uma senhora acompanhada da filha que iria estudar na mesma universidade que estudamos, assim o tempo passou mais rápido. As 20 horas estávamos em Cochabamba, foi o fim de mais uma longa e cansativa viagem.

Saga Para Sair da Bolivia.

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Longe de casa por um pouco mais de 12 meses, finalmente, férias, momento para rever amigos, parentes e principalmente filhos.

Depois de um dia extremamente cansativo compramos a passagem para Santa Cruz de la Sierra e as 21 horas estavamos no terminal entupido, vendedores gritando vendendo passagens, cholitas com seus filhos amarrados nas costas, gente com galos de briga em mochilas, um inferno. Esperamos ate as 22 horas, horário de partida, com as passagens na mão para o ônibus cama, previsao para chegada as 8 da manhã.

Uma dica de viagem na Bolívia: Se der, sei que na maioria das vezes não é possível, verifique as condições do ônibus antes de partir. Comprei a passagem da empresa Bolivar (dizem que e a melhor empresa) para ônibus com banheiro e pela segunda vez o banheiro não funcionava. Se não fosse o último horário para Santa Cruz eu voltaria ate o balcão de vendas da empresa e trocaria a passagem, paguei 110 pesos bolivianos para uma viagem prevista para 10 horas, a viagem acabou demorando 12 sem nenhuma parada e sem banheiro, horrível.

Chegamos no terminal de Sta Cruz e pegamos um táxi até o aeroporto, pegamos uma fila imensa para fazer o checkin e ainda na fila fomos atendido por uma funcionária da gol que explicou a necessidade de pagamento de taxas para sair da Bolívia e assim começou a sequência de extorsão.


Deixei a esposa na fila e fui pagar a taxa do aeroporto, ate ai normal, paguei 174 pesos bolivianos, cerca de 25 dólares. O cara do aeroporto ainda teve a cara de pau de querer ficar com 2 pesos do troco, dei 400, ele me devolveu 50 e pronto, fiquei olhando para cara dele como se eu estivesse esperando alguma coisa e ele com cara feia de deu o que faltava, eu morrendo de raiva do tanto que ainda precisaria pagar além do valor da passagem que comprei esperaria por 0,10 pesos, jogaria fora, mas, não deixaria lá.

Minha esposa ainda estava na fila quando voltei para pegar mais dinheiro, agora para pagar um imposto que o governo cobra a todos residentes que saem do país, inclusive dos bolivianos, fui e paguei mais 508 pesos, 254 para cada um.

Depois de muito tempo fizemos o checkin e subimos para embarcar, na entrada da sala de embarque havia outra fila gigante. passamos pelo raio X e fomos direto para a porta de embarque e surpersa, outra fila para passar pela imigração para pagar mais uma taxa. Um pouco mais de 30 minutos e 100 pesos mais pobre - não perca a conta, foram 174 pesos de taxa de embarque, 254 de imposto para deixar o pais e mais 100 da imigracao, total de 528 pesos bolivianos, mais de 75 dolares e horas para poder sair deste pais. Epa! Depois da imigração tivemos que passar por outro baculejo, abriram as malas de mão, perguntaram um monte de bobagem, o que faz na Bolivia, onde mora, etc, depois mãos para cima, abre as pernas e uma revista corpo a corpo, para mulheres exite uma cabine e uma agente faz a revista, agora sim, mais uma checagem da passagem pela funcionária da gol e avião.

Já fui para alguns paises neste pequeno mundo e posso te garantir que nenhum do qual passei foi tão complicado e caro para sair.

Censo em Cochabamba

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Um método bastante peculiar, no dia do censo ninguém pode sair de casa, ninguém entra nem saí da Bolívia, aeroporto não funciona, ônibus muito menos, se precisar de atendimento médico a polícia envia uma equipe para socorrer. O governo, com a ajuda dos meios de comunicação, informou a população e aproveitou para avisar que quem for pego na rua além de preso, terá que pagar uma multa de mil a três mil bolivianos.
Na véspera do toque de recolher o trânsito estava um caos, todos nas ruas para comprar e não esquecer de nada para passar a quarta-feira presos em casa, imagine ter milho para pipoca e faltar óleo ou ter milho e óleo e faltar gás.

Da janela de casa só dava para ver poucas pessoas nas portas e carros da polícia passando pela avenida de minuto a minuto.

Segundo matéria do Terra:

Bolívia detém mais de 300 pessoas por descumprir toque de recolher;

Clique aqui e veja a matéria na íntegra.

Baculejo da Polícia Cochabambina II

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Mesmo sabendo da dificuldade em manter um diálogo culto no grupo de brasileiros em Cochabamba no facebook, fiz novamente uma pergunta sobre a reivindicação e a resposta foi:


Houve uma boa cobertura da imprensa, mérito para o grupo organizador:

Vídeo da entrevista com alguns estudantes brasileiros.


Matéria do jornal Opinión:

Estudiantes brasileños denuncian maltrato de la Policía y piden respeto. Veja a matéria.

Dia do ato:


Com gritos de:

"Brasileiros unido jamais será vencido."
"Brasileiros unidos jamais será vencidos."
"Queremos respeito."
"Somos estudantes não somos "maleantes" (meliante em español)."

O resultado do "bafafá":

Uma brasileira perguntou no facebook ao grupo ativista o resultado do encontro e a resposta foi:


A mesma emissora de TV que entrevistou os brasileiros - vídeo acima - deu, democraticamente, a oportunidade do representante da imigração defender o órgão das acusações, infelizmente, ainda não consegui o vídeo, assim que puder postarei.

Queria apoiar a manifestação, mas, não concordo com a afirmação de alguns brasileiros sobre a discriminação dos policiais locais, a polícia fez o trabalho dela e em momento nenhum agrediu nem humilhou ninguém e não concordo com a falta de clareza dos objetivos. Isso não quer dizer que sou contra, só acho que não vai mudar muito da forma que o movimento foi feito, pessimista? Talvez.

Para variar, alguns brasileiros continuam me matando de vergonha!


Baculejo da Polícia Cochabambina

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Notícia nos dois jornais de maior circulação na cidade de Cochabamba:

Los Tiempos - Cae la banda brasilera que atracó a un librecambista. Veja matéria.

Opinión - Caen 3 brasileros acusados de robo a librecambista. Veja matéria.

Foram presos brasileiros suspeitos de assalto a um senhor que fica na rua trocando dólar, enquanto a justiça julga e a comunidade brasileira especula, algumas ações da polícia estão sendo criticadas pelos imigrantes na cidade.

Dia 09/11 deste ano, estava EU e alguns amigos em um bar quando apareceu um camburão da polícia, antes de polícia descer do veículo alguns brasileiros corriam, alguns que correram foram pegos. Os policiais pararam na porta do bar impediu a saída de todos os brasileiros (só havia brasileiro no bar) enquanto aguardava outros funcionários do governo boliviano que ao chegar, educadamente, pediram a todos que apresentassem os documentos.


Erros da polícia no dia da abordagem aos brasileiros;

- Levaram algumas pessoas para a delegacia mesmo portando os documentos.

- Algumas pessoas de dentro do bar, os sem documentos, ligaram para amigos pedindo que levassem os documentos, chegando lá a polícia impediu o acesso destes amigos ao bar.

- Do bar até a delegacia pegaram o caminho mais longo expondo os imigrantes em cima de um camburão e uma D-20 aberta como troféu para toda a cidade ver.

Agora a comunidade brasileira em Cochabamba não fala de outra coisa além da prisão e do baculejo da polícia aos brasileiros, se já não bastasse a vergonha, alguns brasileiros estão tentando organizar uma reivindicação em frente ao consulado brasileiro, fico me perguntando qual será o objetivo deste "Grito pelos nossos direitos", uma piada! Os policiais erraram, sim, mas, não faço ideia das exigências, questionei algumas pessoas que estão organizando o protesto e não obtive respostas.

Duas questões que eu levaria ao consulado - sem gritos! - seriam:

O abuso da polícia ao levar a delegacia os "com documentos";
A demora em devolver o passaporte depois da solicitação do visto.

Quando solicitamos o visto a imigração retém o passaporte e entrega um papel chamado voucher até o passaporte receber o carimbo na cidade de La Paz, o que acontece de 2 a 6 meses.

Esta é a imagem postada pelos organizadores do protesto. Maleantes é meliante em español.


Esta é a imagem original usada de forma equivocada no protesto, uma forma de prender escravos.

Aeronave no Céu de Cochabamba

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Estava estudando - hoje - na sala de casa quando faltou energia, era dia e não atrapalhou meu estudo. Por curiosidade fui para a janela para ver se encontrava alguém da empresa de energia elétrica da cidade trabalhando por perto quando vi no céu de Cochabamba duas aeronaves em formação voando muito baixo e isso sim, atrapalhou meus estudos. Fiquei uns 20 minutos vendo o governo queimando combustível e mostrando o invertimento a população cochabambina.


Deu saudade do tempo que estudava para a prova de PP (Piloto Privado) da ANAC. Me contentaria com um voo no aero boero do aeroclube de Aracaju. Quando tiver um tempinho vou instalar o flight simulator e voar.

Titicaca e Copacabana na Bolívia

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O que fazer? Um casal de estudante sem internet, sem TV e sem computador em um feriadão na cidade de Cochabamba? Tinha visto algumas imagens do país e já estava com aquela vontadezinha de conhecer novos lugares, mais quebrado que arroz de terceira, com pouquiiisssssimo dinheiro resolvemos colocar a mochila nas costas e conhecer outra cidade. Local de destino, Copacabana e o lago Titicaca.


O lago Titicaca que fica na cordilheira dos Andes tem 2 donos, de um lado a Bolívia, de outro o Peru, na beira do lago a cidadezinha de Copacabana, um pouco mais de 3.800 metros acima do nível do mar e 155 Km de La Paz, já na fronteira com o Peru.


Copacabana na Bolívia, pois é! Uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana foi levada por comerciantes espanhóis desta cidade, Copacabana, ao Rio de Janeiro onde foi criada uma pequena igreja para abrigá-la. A igreja cresceu e acabou por nomear o atual bairro de Copacabana. Por esta você não sabia! Vivaldoalmeida.com também é cultura.


A brincadeira começou saindo daqui para La Paz, não há ônibus direto de Cocha, uma dica para outro quebrado que quer conhecer alguma cidade boliviana é: Não compre passagem antecipada, aqui a concorrência é braba, tem várias empresas e vários destinos iguais, quando está próximo do horário de saída do ônibus e ainda tem poltrona livre fica a maior gritaria no terminal, funcionários das empresas disputam cliente no grito e oferecem desconto que chega fácil aos 50%, não tem como faltar passagem, o máximo que pode acontecer é de ter que esperar uma horinha no terminal, se não estiver muito frio até que é divertido ver as bolivianas desfilando com seus dentes de ouro e seus filhos amarrados nas costas. Comprei a passagem da Bolivar, uma empresa que tem ônibus que vai para La Paz em cada meia hora, paguei 60 bol, cerca de R$ 20,00 por uma poltrona semi cama, muito confortável em uma viagem de um pouco menos de 400 Km e mais de 7 horas.


A paisagem de Cocha é um espetáculo, situada em um vale cercada pela serra de Tunari e durante a subida até o altiplano, e bote ALTI nisso, a paisagem continuou dando um show, foram quase 2 horas até passamos dos 4.000 metros de altitude por uma estrada sem acostamento com um motorista que dirigia no modo adrenalina, cada ultrapassagem era um flash.


O altiplano quebra todo o clima da paisagem, é chato, árido, com povoados que a gente fica se perguntando: "Como é possível uma pessoa morar em um lugar como este?". Paramos em um "restaurante" onde o povo desce para comer, beber e/ou ir ao banheiro. Este é o momento que fico maravilhado com o poder de adaptação do ser humano, o banheiro PODRE e o povo local na maior naturalidade, os guerreiros bolivianos ainda comiam e bebiam de coisas que não consegui descobrir, sabendo da minha frágil condição - se colocasse qualquer coisa daquela na boca seria infecção generalizada - levamos uma mochila só com comida e bebida de minha confiança. Se também tem esta preocupação (frescura), não esqueça de levar sua marmita!


Próximo a La Paz a paisagem voltou a dar o ar da graça, as montanhas com seus picos de neve nos acompanharam durante todo o final da primeira parte da viagem. La Paz me fez relembrar o motivo de não gostar de cidade grande, o maior engarrafamento, trufi para todo o lado, transito caótico.


Chegamos tarde e próximo ao terminal existem muitos alojamentos, cada um pior que o outro, mas, baratinho. Paguei 80 bolivianos - casal - para tomar um banho rápido, pois estava muito frio e a água não esquentava direito e para dormir em uma cama com cara de que não foi trocada. Foi uma noite horrível. Outro dia pela manhã cedo partimos para Copacabana, paguei 35 bol pela passagem.


O tipo de vegetação, a região montanhosa e o lago me lembrou muito as ilhas gregas, a diferença maior ficou por conta da cor da água e algumas montanhas cobertas de neve que um toque diferente na paisagem da Bolívia. Chegando em Copacabana, a surpresa, sabia que estávamos em um feriadão - 06 de Agosto, uma segunda, independência da Bolívia - só que não esperava com o dia da Virgem de Copacabana que juntos deixaram a cidade um inferno, não conseguimos um local para dormir até que um cara de uma pousada disse: "Eu consigo um alojamento diferente para você, custará 60 bol por pessoa". Desesperado e com medo de não encontrar outro lugar, já que a cidade estava entupida de gente, acabei aceitando. Rapaz.... O quarto era todo de vidro com uma cortina bem fina que só não adiantava muito deixar aberta ou fechada, de fora dava para ver tudo dentro do quarto e pela manhã acordava com os raios do sol por trás das montanhas.


Além da festa, estava tendo uma feira que tomava conta da rua de 60% da cidade, encontramos de tudo, compramos um cobertor muito brega, todo colorido, mas, quentinho para passar a noite fria e no dia seguinte fizemos a viagem toda de volta, desta vez pagamos menos nas passagens, 20 bol para La Paz e 50 bol para Cocha. No total, não gastamos 200 reais - o casal - para passar 3 dias e 2 noites fora e ter história para contar.

Mais imagens da viagem.

Vivaldo no terminal de La Paz comendo um friozinho de 1°.

Estreito de Tiquina, atravessamos para chegar a Copacabana.

Embarcação que os passageiros usam para atravessar o estreito, interessante é que descemos do ônibus, pagamos 1,50 bol - por pessoa - e atravessamos, do outro lado aguardamos a chegada do ônibus que atravessa em outro tipo de embarcação.

Vista do outro lado do Morro do Calvario de Copacabana.

Pôr do sol da Horca Del Inca, onde qualquer fileira de pedra dizem que foi feito pelos incas.

Finalmente Cochabamba

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Um pouco mais de 20 dias sem internet em casa e várias crises de abstinência! Aí vai o resultado da viagem.


As 15 horas de uma quarta-feira, dia 18 do mês de julho, horário local de Rosario, deu-se início a tortura, estava previsto uma viagem de 31 horas ou 1.860 minutos ou 111.600 segundos a bordo de um ônibus da companhia Flecha em uma poltrona semi cama, para me acompanhar, um telefone celular, um Mp4 e um tablet.

Saímos 30 minutos atrasados, minha poltrona era individual, eram duas do lado do motorista e somente uma do lado oposto, uma inclinação boa e ótima largura. Com o fone de ouvido comecei pelo Mp4, fui ouvindo músicas até a bateria morrer, foi um bom pedaço de asfalto, a paisagem era muito tediosa, somente campo de plantação.


Comprei a passagem por 400 pesos argentino com direito a serviço, o serviço era jantar, almoço e lanche. Não posso reclamar, por 400 pesitos por uma viagem de um pouco mais de 2000 Km não poderia pedir mais. Lá para as 21 horas paramos no meio da estrada, em um posto de combustível para jantar. Descemos todos e sentamos em uma mesa coletiva, tipo de camping, com umas 4 algumacoisa-cola em cada fileira de mesa. Enquanto aguardávamos o pf - prato feito - algumas tias da mesa começaram a servir o ???-cola para todos e não demorou para chegar o principal. No prato 2 colheres de sopa de repolho cru ralado, 2 colheres de sopa de cenoura crua ralada, 1 rodela de beterraba e um pedaço de milanesa - a sorte que eu levava uma caixa de alfajor - presente de minha amiga Rafaela Serra - e tinha café com muito açúcar no buzão - acabei de comer, levantei e a funconária do "restaurante" pediu para eu voltar que estava faltando a sobremesa, do jeito que foi o jantar imaginei como seria a tal sobremesa, mais por curiosidade voltei a sentar para esperar a iguaria. Chegou uma fatiazinha de alguma coisa doce de milho, tinha uma consistência mais firme que pudim de leite, dei 2 garfadas e sobremesa na barriga. Voltei ao buzão, agora para assistir um filme.


Não consigo dormir de verdade em ônibus, passei a noite toda acordado de 30 em 30 minutos, o dia clareou e foi entregue o "café da manhã", bem, café já estava lá, ofereceram um pacote com 4 biscoitos de água e sal mais 3 biscoitos de alguma coisa, 1 barra de cereal e uma geleia de manzana. Comi e fui assistir mais filme. Chegamos umas 13 horas para almoçar, só quando desci descobri que estava na fronteira, era só encarar a gororoba, carimbar o passaporte, voltar para o buzão e continuar viagem, seria!


Estes e outros filmes foram indicados pelos meus amigos Gledson Luiz e Nathália Garcia que gentilmente me cederam os arquivos, ainda não assisti todos, mas, o grande destaque vai para o filme nacional ESTÔMAGO, muito, muito, muito bom, gosto e assisto muitos filmes e não sei como deixei passar este. A única, mísera e medíocre contribuição ao nosso bom cinema nacional que posso dar no momento é colocar aqui, neste espaço, o trailer do filme. Assistam!

 

Voltando a viagem...

Desta vez o almoço foi arroz com carne moída e batatas, para dizer a verdade, estava melhor que o jantar, só que desta vez dispensei o postre, pois do lado do "restaurante" tinha uma sorveteria Grido. Matei 1/4 Kg do grido e fui ao ônibus. Para a minha surpresa e a de todos estava tendo greve dos funcionários da imigração, ninguém entrava e ninguém saía da Argentina por aquele posto. Foram 3 horas de espera até que alguém mandou a gente fazer uma fila para carimbar o passaporte de saída da Argentina, depois fui para outra fila carimbar a entrada na Bolívia. Estava sem o cartão de vacinação internacional e achei que os boliva iam encrencar e cobrar alguma coisa por causa disso, mas não, foi tudo tranquilo, o cara só perguntou o que eu iria fazer na Bolívia e se era a primeira vez no país, respondi e logo todos entraram no ônibus, atravessamos a ponte da fronteira, paramos para cambiar peso argentino por boliviano - neste dia estava 1 argentino para 1 boliviano, um roubo, comparado ao Real o argentino estava 30% mais caro - depois paramos novamente para abastecer, trocar de motorista e seguimos viagem, desta vez sem mais nenhuma parada. O problema foi  o ajudante do motorista que se empolgou e colocou na tv do buzão uma coletânea de cumbia e bem alto, fomos ouvindo cumbia durante algumas horas, as 3 da manhã chegamos ao destino, terminal de Santa Cruz de la Sierra.

Ah! Esqueci de falar, levei nesta viagem uma mala grande e um bolso gigante - tipo uma sacola de sacoleiro que estava pesada para ca***** - o carinha desceu as minhas bagagens do ônibus fui me arrastando até um taxi, detalhe, em Santa Cruz e acho que em nenhuma cidade na Bolívia existe taxímetro, é tudo no papo. Uma senhora estava na fila do táxi na minha frente e me perguntou se eu estava esperando outro táxi e para onde eu iria, respondi, um táxi chegou, ela entrou e falou alguma coisa com o taxista, ela disse para eu entrar e ele me levava na casa dela primeiro depois seguia caminho até o aeroporto, o cara me cobrou 70 bolivianos. É cobrado uma taxa de 8 bol. para cada veículo que entre no aeroporto de Sta Cruz. Mais um agradecimento vai para o casal Reis, Marcelo e sua esposa Fernanda que me ajudaram a levar toda a muamba para o terminal de Rosário, gracias chicos.

Cheguei no aero as 3:30 mais ou menos, esperei até as 5 para a empresa BOA começar a fazer o check-in, como não tinha comprado a passagem só achei vaga para o voo das 8:25 da manhã, paguei 420 bol pela passagem e 160 pelo excesso, foram 48 quilos, a mulher só me cobrou 40. Esperei e fiz a viagem de avião mas rápida da minha vida, Aracaju/Salvador é bem perto e achei que nunca iria pegar algum voo mais rápido, errei! Foram uns 40 minutos da decolagem até a descida dos passageiros no destino, muito rápido.


Cheguei finalmente em Cochabamba as 9:30 da manhã da sexta, no total foram 42 horas e 30 minutos de viagem e um calo na bunda de tanto ficar sentado, peguei outro táxi que também não tem taxímetro e cobrou 40 bol, odeio negociar preço, mas, uma pessoa disse que não era para pagar mais de 30, então disse ao taxista que não pagaria mais de 25, ele disse que faria por 30, estava morto e não tinha forças para brigar por 5 bol e acabei pagando. No apartamento que já estava alugado não tinha nada, mesmo acabado, tive que dar uma volta na cidade para comprar um kit acampamento para dentro de um apartamento, sabe o que é isso? É acampar no apartamento mesmo, comprar comida, colchão, 1 copo, 1 prato...

Bom é isso aí pessoal, depois postarei como é morar em Cochabamba e viver acima dos 2.500 metros de altitude, até mais.

Hasta La Vista, Baby!

Esta semana farei a mais longa viagem terrestre da minha vida, bobagem, né? Para mim será um grande exercício de paciência, e paciência é algo que procuro, procuro, procuro e não encontro. Serão 31 horas, 1.860 minutos confinado em um ônibus sem internet e o pior, sem tomada! Se existisse uma tomada seria muito mais fácil, enchia o tablet com filmes (uma das 2 únicas funções úteis de um tablet, para mim) e ia assistindo na boa, poderia aproveitar para ler um livro (segunda função), pensei em ler um livro (muito mais útil), mas, não sei, vamos ver no que vai dar.


Chegando ao destino postarei toda a tortura que sofrirei nestes 111.600 segundos.

Hasta la vista baby!