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Finalmente Cochabamba

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Um pouco mais de 20 dias sem internet em casa e várias crises de abstinência! Aí vai o resultado da viagem.


As 15 horas de uma quarta-feira, dia 18 do mês de julho, horário local de Rosario, deu-se início a tortura, estava previsto uma viagem de 31 horas ou 1.860 minutos ou 111.600 segundos a bordo de um ônibus da companhia Flecha em uma poltrona semi cama, para me acompanhar, um telefone celular, um Mp4 e um tablet.

Saímos 30 minutos atrasados, minha poltrona era individual, eram duas do lado do motorista e somente uma do lado oposto, uma inclinação boa e ótima largura. Com o fone de ouvido comecei pelo Mp4, fui ouvindo músicas até a bateria morrer, foi um bom pedaço de asfalto, a paisagem era muito tediosa, somente campo de plantação.


Comprei a passagem por 400 pesos argentino com direito a serviço, o serviço era jantar, almoço e lanche. Não posso reclamar, por 400 pesitos por uma viagem de um pouco mais de 2000 Km não poderia pedir mais. Lá para as 21 horas paramos no meio da estrada, em um posto de combustível para jantar. Descemos todos e sentamos em uma mesa coletiva, tipo de camping, com umas 4 algumacoisa-cola em cada fileira de mesa. Enquanto aguardávamos o pf - prato feito - algumas tias da mesa começaram a servir o ???-cola para todos e não demorou para chegar o principal. No prato 2 colheres de sopa de repolho cru ralado, 2 colheres de sopa de cenoura crua ralada, 1 rodela de beterraba e um pedaço de milanesa - a sorte que eu levava uma caixa de alfajor - presente de minha amiga Rafaela Serra - e tinha café com muito açúcar no buzão - acabei de comer, levantei e a funconária do "restaurante" pediu para eu voltar que estava faltando a sobremesa, do jeito que foi o jantar imaginei como seria a tal sobremesa, mais por curiosidade voltei a sentar para esperar a iguaria. Chegou uma fatiazinha de alguma coisa doce de milho, tinha uma consistência mais firme que pudim de leite, dei 2 garfadas e sobremesa na barriga. Voltei ao buzão, agora para assistir um filme.


Não consigo dormir de verdade em ônibus, passei a noite toda acordado de 30 em 30 minutos, o dia clareou e foi entregue o "café da manhã", bem, café já estava lá, ofereceram um pacote com 4 biscoitos de água e sal mais 3 biscoitos de alguma coisa, 1 barra de cereal e uma geleia de manzana. Comi e fui assistir mais filme. Chegamos umas 13 horas para almoçar, só quando desci descobri que estava na fronteira, era só encarar a gororoba, carimbar o passaporte, voltar para o buzão e continuar viagem, seria!


Estes e outros filmes foram indicados pelos meus amigos Gledson Luiz e Nathália Garcia que gentilmente me cederam os arquivos, ainda não assisti todos, mas, o grande destaque vai para o filme nacional ESTÔMAGO, muito, muito, muito bom, gosto e assisto muitos filmes e não sei como deixei passar este. A única, mísera e medíocre contribuição ao nosso bom cinema nacional que posso dar no momento é colocar aqui, neste espaço, o trailer do filme. Assistam!

 

Voltando a viagem...

Desta vez o almoço foi arroz com carne moída e batatas, para dizer a verdade, estava melhor que o jantar, só que desta vez dispensei o postre, pois do lado do "restaurante" tinha uma sorveteria Grido. Matei 1/4 Kg do grido e fui ao ônibus. Para a minha surpresa e a de todos estava tendo greve dos funcionários da imigração, ninguém entrava e ninguém saía da Argentina por aquele posto. Foram 3 horas de espera até que alguém mandou a gente fazer uma fila para carimbar o passaporte de saída da Argentina, depois fui para outra fila carimbar a entrada na Bolívia. Estava sem o cartão de vacinação internacional e achei que os boliva iam encrencar e cobrar alguma coisa por causa disso, mas não, foi tudo tranquilo, o cara só perguntou o que eu iria fazer na Bolívia e se era a primeira vez no país, respondi e logo todos entraram no ônibus, atravessamos a ponte da fronteira, paramos para cambiar peso argentino por boliviano - neste dia estava 1 argentino para 1 boliviano, um roubo, comparado ao Real o argentino estava 30% mais caro - depois paramos novamente para abastecer, trocar de motorista e seguimos viagem, desta vez sem mais nenhuma parada. O problema foi  o ajudante do motorista que se empolgou e colocou na tv do buzão uma coletânea de cumbia e bem alto, fomos ouvindo cumbia durante algumas horas, as 3 da manhã chegamos ao destino, terminal de Santa Cruz de la Sierra.

Ah! Esqueci de falar, levei nesta viagem uma mala grande e um bolso gigante - tipo uma sacola de sacoleiro que estava pesada para ca***** - o carinha desceu as minhas bagagens do ônibus fui me arrastando até um taxi, detalhe, em Santa Cruz e acho que em nenhuma cidade na Bolívia existe taxímetro, é tudo no papo. Uma senhora estava na fila do táxi na minha frente e me perguntou se eu estava esperando outro táxi e para onde eu iria, respondi, um táxi chegou, ela entrou e falou alguma coisa com o taxista, ela disse para eu entrar e ele me levava na casa dela primeiro depois seguia caminho até o aeroporto, o cara me cobrou 70 bolivianos. É cobrado uma taxa de 8 bol. para cada veículo que entre no aeroporto de Sta Cruz. Mais um agradecimento vai para o casal Reis, Marcelo e sua esposa Fernanda que me ajudaram a levar toda a muamba para o terminal de Rosário, gracias chicos.

Cheguei no aero as 3:30 mais ou menos, esperei até as 5 para a empresa BOA começar a fazer o check-in, como não tinha comprado a passagem só achei vaga para o voo das 8:25 da manhã, paguei 420 bol pela passagem e 160 pelo excesso, foram 48 quilos, a mulher só me cobrou 40. Esperei e fiz a viagem de avião mas rápida da minha vida, Aracaju/Salvador é bem perto e achei que nunca iria pegar algum voo mais rápido, errei! Foram uns 40 minutos da decolagem até a descida dos passageiros no destino, muito rápido.


Cheguei finalmente em Cochabamba as 9:30 da manhã da sexta, no total foram 42 horas e 30 minutos de viagem e um calo na bunda de tanto ficar sentado, peguei outro táxi que também não tem taxímetro e cobrou 40 bol, odeio negociar preço, mas, uma pessoa disse que não era para pagar mais de 30, então disse ao taxista que não pagaria mais de 25, ele disse que faria por 30, estava morto e não tinha forças para brigar por 5 bol e acabei pagando. No apartamento que já estava alugado não tinha nada, mesmo acabado, tive que dar uma volta na cidade para comprar um kit acampamento para dentro de um apartamento, sabe o que é isso? É acampar no apartamento mesmo, comprar comida, colchão, 1 copo, 1 prato...

Bom é isso aí pessoal, depois postarei como é morar em Cochabamba e viver acima dos 2.500 metros de altitude, até mais.

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