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De Volta a Cochabamba

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Mais uma viagem e desta vez de volta a casa, aliás, casa!? Que casa? Já mudei tantas vezes que nem sei mais onde eu moro. Bem, isso é problema existencial meu, não vou encher a cabeça de vocês com isso.

Saímos de Aracaju com destino a Sta Cruz, na Bolívia, fazendo conexão em São Paulo e Asunción, no Paraguay. Para variar partimos com alguns quilos a mais na bagagem e pronto para pagar o absurdo de R$ 15,00 aproximadamente por quilo de excesso eis que recebo a notícia que me deixou aliviado e ao mesmo tempo chateado, não entendi muito bem, o certo foi que a atendente disse que a passagem de Aracaju a São Paulo foi max, plux, mega, sei lá, uma coisa assim e por isso ganhamos mais 10 quilos extra, puts, se eu soubesse disso antes colocaria na mala mais café, arroz, chocolate, farinha e otras coisas que prefiro do Brasil, quase peço a ela para me devolver a mala para colocar mais coisa.


Partimos para São Paulo, chegamos e ficamos 5 horas esperando o próximo voo em Guarulhos, seria o início de várias horas de espera até chegar em Cochabamba, aproveitamos para comprar dólar, palavra cruzada. Chegando no Paraguai passamos pela imigração e recebemos o tão cobiçado carimbo de entrada, que chique ter no passaporte um carimbo do Paraguai, preciso dizer que isso foi uma ironia? Fomos ao saguão onde passaríamos quase metade de um dia esperando a conexão, chegamos perto de meia noite e o próximo voo só saia as 11 horas da manhã.

Li no blog Ju e Pedro Viajando as seguintes informações:
Sair do saguão de embarque não era permitido ou pagaria nova taxa de embarque de 40 dólares por pessoa;
O táxi do aeroporto até a pousada custaria em média 50 reais;
Existe um sofá para poder dormir.

Atualização - Até o final de janeiro deste ano (veja a data desta postagem) a situação mudou um pouco, é o seguinte:
Sair do saguão é permitido e não precisa pagar nenhuma tarifa de embarque, perguntei a uma funcionária que me garantiu a informação, saí e voltei sem pagar nada.
Existe uma pousada que custa 80.000 guarani (esqueci de perguntar ao taxista se este valor era para 1 ou 2 pessoas) e o valor do taxi também sairia por 80.000 guarani aproximadamente.
Não existe mais nenhum sofá bonitinho que se possa dormir no aeroporto, só cadeira desconfortável mesmo.

Como não estava disposto a gastar tudo isso para dormir 6 horas em uma pousada, resolvemos acampar no Aeropuerto Internacional Silvio Pettirossi, o pior aeroporto que conheço até hoje, parece uma rodoviária pequena, horrível. Não consigo dormir em nenhuma posição que não seja totalmente horizontal, passei a noite toda acordado, seria muito pior se não houvesse uma rede wireless aberta de 20 Mb só para mim, passei a noite navegando e baixando filmes enquanto invejava algumas pessoas dormindo em cadeira.


No piso inferior tem duas casas de câmbio que troca, no mínimo, 5 dólares, antes de trocar fui até a única lanchonete pesquisar o preço para não ter que ficar com moeda paraguaia na mão, no cardápio havia entre outras coisas que não me interessava:

Coca-cola 500 ml - 6000 Guarani
Salgado pequeno - 3000 Guarani
Suco de caixinha - 3000 Guarani
Café expresso - 8000 Guarani

Troquei 11 dólares, recebi 44000 Guarani, para mim foi o suficiente. Poucas horas antes de embarcar em outro avião recebemos o carimbo paraguaio de saída, logo chegamos em Sta Cruz de la Sierra, é inacreditável a falta de organização tanto para sair quanto para entrar na Bolívia, realmente impressionante, pegamos uma fila gigante para carimbar o passaporte - até aí normal, toda viagem internacional é assim - depois pegamos outra fila que ninguém sabia onde terminava para passar pela alfândega onde o raio X eram os zóios dos agentes, isso mesmo, estavam abrindo a maioria das malas dos passageiros, ficamos vários minutos até passar pelo raio Z (zóio), na nossa mala estava um pequeno adesivo escrito "Raio X ok" (???) e não precisamos abrir a mala. Tem um carregadores de mala que ficam a disposição, eles furam a fila na cara de pau se você usar o serviço dele.


Assim que saímos fomos ao balcão da empresa BOA para comprar a passagem de Sta Cruz a Cochabamba e, agora sim, pagar o excesso de bagagem, diferente do Brasil, 1 quilo de excesso paguei 4 bolivianos, cerca de R$ 1,30 (isso mesmo, um real e trinta centavos). Compramos as passagens e mais uma vez esperamos, eram umas 15 horas e o voo partia as 19, encontramos uma senhora acompanhada da filha que iria estudar na mesma universidade que estudamos, assim o tempo passou mais rápido. As 20 horas estávamos em Cochabamba, foi o fim de mais uma longa e cansativa viagem.

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