Eu no Facebook

Réveillon em Lisboa

Posted in
Depois que escrevi achei melhor colocar este aviso antes que eu leve pedrada, garrafada e os meus amigos portugueses me xingue. O fato de eu não ter sido bem recebido por alguns portugueses em Lisboa foram fatos isolados e acontece muito no Brasil também. A grande maioria dos portugueses que conheço e conheci em Luxemburgo que foram simpáticos e educados.

Certa vez, precisei adiar minha volta de Luxembourg ao Brasil e só tinha passagem dia 31 de dezembro para Lisboa e dia 1 de janeiro de Lisboa para Salvador. Lembrando que moro em Aracaju. OK! Só tinha esta data mesmo e precisava voltar. Lá fui eu passar o réveillon no aeroporto lisboeta.

Estava eu no aeroporto da Portela Lisboa às 16:30 do dia 12 de dezembro sozinho esperando o vôo das 5:30 da manhã do dia 1 de janeiro. O quê fazer para o tempo passar? Perguntei a alguém do aeroporto sobre o melhor local para passar o réveillon que respondeu Praça do Comércio. Perguntei a um “gajo” que confirmou “ora pois, a Praça do Comércio é fixe”.

Deixei minha mochila no guarda volumes e o otário aqui, cheio de dente para o tuga do guarda volumes perguntou: “Boa tarde, onde pego ônibus para a Praça do Comércio?”. Ele com toda a simpatia de um tuga (isso é ironia, tá?) respondeu. Devia a tamanha simpatia do tuga em ter respondido, caí na besteira de fazer outra pergunta. “Sabe qual o valor da passagem?” Acho que fiz o tuga pensar demais e o bicho azedou, “Não estou a trabalhar com bus, pergunte ao condutor”, agradeci a simpatia do cavalo e fui a paragem (ponto de ônibus dos tuga).

Peguei o bus, não lembro o valor, pedi para que o motorista me avisasse o local mais próximo da praça, perguntei se haveria ônibus na madrugada para eu poder voltar ao aeroporto, bastante educado (agora é sem ironia) ele me respondeu tudo. Parei na av. Augusta e tome perna, andei pra burro, cheguei cedo pra burro, mas foi legal, conheci boa parte do centro de Lisboa, inclusive o Elevador de Santa Justa (elevador Lacerda de lá).

Quando cansei de andar parei na praça já final da noite, agora bem movimentada, estava tendo um show de uma banda portuguesa que não lembro o nome, cantando em inglês.

Tinha receio do réveillon terminar muito cedo e eu ter que voltar para a penitencia de esperar no aeroporto aí perguntei a um senhor que estava em um dos quiosques armados onde vendiam bebidas e comidas. “Senhor, o show daqui demora para acabar?” ele: ”Claro que sim, vai até o outro dia”.

Impressionou-me o tanto de Brasileiro que estavam em Lisboa. A meia noite a queima de fogos começou e foi muito bonito, a música tocando e o fundo musical dos fogos acompanhando, legal. Com o final dos fogos voltaram com o show e eu sozinho numa bela cidade ouvindo umas músicas que nunca tinha ouvido na vida quando uma hora da manhã, o cantor disse “Feliz ano novo Lisboa!”. Massa, tomara que entre uma banda melhorzinha.

Três minutos depois, vi todos da praça indo embora de uma só vez. Oxi! Ninguém gosta da próxima banda, imaginei. Que nada, não ia acontecer mais nada, olhei para o palco e já estava tudo apagado. Lembrei do coroa que disse que o réveillon ia até o outro dia, acho que o outro dia dele era meia noite.

Ainda fiquei por lá no centro por um tempo, alguns brasileiros insistiam em permanecer nos bares, conseguiram uns instrumentos e a música brasileira tomou conta da Av. Augusta, no centro de Lisboa. Por um momento me senti no pelourinho.

Voltei ao aeroporto, dei uma cochilada e peguei o vôo para Salvador. Detalhe: não consigo dormir em avião, foram mais nove horas acordado. Chegando na capital baiana meu pai me pegou no aeroporto, fui para casa. Sabe como é quando alguém que chega de viagem, todos perguntando várias coisas, acabei não dormindo. Voltei ao aeroporto no mesmo dia às 22 horas para pegar outro avião para Aracaju às 23:50. Meu cérebro já não funcionava, o corpo já não conseguia entender a tanta diferença de temperatura, finalmente cheguei em casa. Para passar uma semana de cama, com o corpo todo empolado, febre e os cambau.

0 comentários: