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Goku, Professor Nas Horas Vagas

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Goku não é só bom de briga, enquanto não está procurando as esferas do dragão ele resolve dar aula de biologia, aluno que não aprende ganha um Kamehameha.

Aula de biologia by Goku.

Assessoria UNR Rosario - Argentina

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Passei algum tempo em alguns países deste pequeno mundo, não foram muitos, mas, posso garantir, por experiência própria, que alguns poucos brasileiros fazem questão de estragar com nossa imagem.

Comparado a Bolívia, a Argentina é um ótimo lugar para resolver problemas de documentação, então, para quê assessoria?

Se você tem o mínimo de QI poderá sem problemas resolver tudo sem gastar nada com assessores, como eu fiz! Basta acessar os sites dos órgãos da Argentina e Brasil e ler. Simples assim! A UNR dá um prazo suficiente para você entregar todos seus documentos.

Porém, se você tiver dinheiro sobrando e não quer esquentar a cabeça com nada, contrate uma assessoria, mesmo assim, muito cuidado com assessorias e com alguns estudantes que se dizem assessores, que precisam de grana e oferecem serviços.


Comentário de um cidadão: "Ah Vivaldo, não sei falar nada de espanhol, não conheço ninguém para ajudar e o assessor é de minha cidade!".

Resposta do Vivaldo: "O idioma é uma barreira, mas, nada que você não possa - com o prazo que a UNR oferece - se sentir seguro para resolver seu problema nos órgãos argentinos, não será muito fácil, mas, está longe de ser difícil, como disse, basta o mínimo de QI. Cidadão, não confie no seu conterrâneo, não confie nos beatos, espíritas, budistas e nem em qualquer outro religioso."

Uma coisa que facilita muito a vida de quem quer ir sem precisar pagar assessoria é entrar no grupo de brasileiros estudantes em Rosario, você encontrará vermes em todos os lugares só que neste grupo a quantidade é bastante reduzida e o administrador é um cara muito gente boa. A maioria dos brasileiros que já estão estudando não gostam dos "assessores" aproveitadores, por isso, vários fazem questão de ajudar, vale a pena falar com a galera antes de se meter em uma fria.

Uma ferramenta muito boa para quem está chegando e para quem está morando em Rosario é o site Guia Rosario - Clique aqui - que mostra o percurso e o número do ônibus que roda na cidade, basta ter o endereço da origem e destino, sempre usei quando estava morando lá.

Não esqueci do link do facebook!

Fala Rosario! - Clique aqui, ou acesse:
http://www.facebook.com/groups/335118363200494/

Vai Estudar na UNR em Rosario?

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Fala moçada!

Vou tentar localizar os pontos mais importantes para os recém chegados em Rosario, os que ainda não estão em Rosario, para os perdidos ou os curiosos.


A legenda da imagem:

1: A tão imponente Universidad Nacional de Rosario.
2: Biblioteca da UNR, na parte térrea existe uma sala de estudo onde o menor barulho é proibido. Na parte superio existem mesas grnades para estudo em grupo. Não precisei pegar livros por lá, não faço ideia de como fazer.
3: Bangu 1, eheh. É o prédio que temos tutoria.

A foto abaixo foi tirada na posição créu nível 4.


O pátio da moçada, aqui o povo fica conversando e fumando, por mais que estudem sobre o efeito do cigarro a galera não larga o vício. Lá no fundo tem uma mesa de totó ou pebolim e uma mesa de ping-pong ou tênis de mesa.

E as duas de baixo, no nível 5.



Nas duas fotos acima encontramos:

Estas 2 janelas da segunda foto, do lado esquerdo, você vai poder fazer sua inscrição para o MIU e para o ingresso no curso de medicina.

Isso onde estão pendurados alguns avisos são chamados de transparentes, toda semana colocam os horários das aulas de laboratórios e seminários. Até você entender como funciona, já vai ter perdido umas 4 aulas, kkkkk, é que tem o horário para o pessoal de outros anos, "esto es un quilombo", é um mangue, uma zona, mas, com o tempo você se acostuma.

O "kiosko" mais barato, é onde vende refrigerante, biscoitos, balas (eles chamam de caramelo, que por sinal é muito ruim), chocolates e "otras cositas mas".

Uma das copiadoras da UNR, como na maioria do comércio rosarino, tem o lema: "O cliente nunca tem razão" ou "O cliente sempre pode esperar".

Corredor no fundo da imagem é da tutoria do pessoal do 3° ano.

Subindo as escadas dá o acesso para o 1° andar, onde acontece a tutoria dos ingressantes.

Adão Negro - Botar Um

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Para começar bem a semana vamos de Adão Negro.

"A música reggae que é feita na Bahia!"

Adão Negro - Botar Um

Capitães Da Areia - O Filme

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Li "O Código da Vinci" e assisti o filme depois, o filme não foi ruim, mas, o livro foi bem melhor.

Li "O Caçador de Pipas" e assisti o filme, o filme não foi ruim, mas, novamente, o livro foi muito melhor.


Não li "Capitães da Areia", mas, assisti o filme e para minha surpresa nos 20 minutos iniciais não aguentei e parei - sabe que para classificar um filme precisamos de um bom estado de espírito. Em outro momento mais animado dei a segunda e última chance ao filme e quase que desisto novamente, horrível, que filme ruim, o coitado do Jorge Amado deve estar revirando no caixão até hoje, só assisti todo por que sou baiano e aparece cenas de lugares por onde passei e queria ouvir o sotaque carregado do povo da minha terra. EPA! Espere um pouco, temos sim um sotaque forte e uma gíria bastante peculiar, mas, pegaram pesado. Vou parar um pouco para esclarecer um detalhe sobre o nosso idioma, o baianês - Leia mais do Baianês Soteropolitano.

A maioria dos baianos tem mesmo um sotaque tipico da cultura de qualquer estado ou cidade como os sergipanos, paulistas, mineiros, cariocas, gaúchos e todos os outros de todos os estados brasileiros, claro que o sotaque varia de pessoa a pessoa, uns possuem um sotaque mais carregado que outros. Na maioria das vezes, na Bahia, quanto menor a escolaridade ou nível social maior o sotaque e a gíria, infelizmente - não por causa do sotaque - a maioria da população se encaixa nesta situação, claro que isso não é regra, existem baianos de baixa classe social que não tem o sotaque carregado como exite o contrário.

Voltando ao filme...

Os caras pegaram pesado na gíria, vivi em bairros pobres e andei com tudo que e tipo de gente mesmo assim, em várias partes do filme não consegui entender o que os meninos falavam, imagine o pessoal do sul!

Medicina na Argentina ou Bolívia?

Por algumas razões acabei chegando e ficando em Cochabamba, engraçado foi a cara de desaprovação de alguns estudantes brasileiros em Rosario, na Argentina, quando disse que iria estudar aqui na Bolívia, a discriminação começou justamente pelas pessoas que mais brigam contra o preconceito vivido por quem estuda medicina fora do Brasil.


Não é tão fácil comparar o estudo de medicina na UNR - Universidad Nacional de Rosario, com medicina na UPAL - Universidade Privada Abierta Latinoamericana, universidade que estudo hoje, basicamente a diferença está no tempo que temos para estudar determinados assuntos e a quantidade de horas de aula, por exemplo, é cobrado na UNR, em 1 ano de curso, os 4 livros de anatomia de Rouviere em pouquíssimas horas de aula e em 3 ou 4 meses, ficando praticamente inviável conhecer detalhes anatômicos por causa do tempo. Na UPAL também é cobrado os mesmos 4 livros de Rouvier, porém, são 2 tomos para cada semestre e em várias horas de aula. A carga horária da UNR é de 5.711 horas, enquanto na UPAL é de 10.964.

É melhor estudar na Argentina ou na Bolívia?


Muita gente fica doida tentando decidir entre este dois países, a escolha está mais para o lado social que qualidade de ensino. Particularmente, acredito que existe pouca diferença na qualidade de ensino nas universidades daqui ou da Argentina ou do Brasil, se comparamos a melhor universidade do Brasil com a da Argentina com a da Bolívia com a do Chile verá que não serão tão diferentes e se você for um estudante medíocre será medíocre em qualquer uma, aqui na Bolívia realmente é mais fácil de encontrar uma universidade que não lhe exija tanto, ou quase nada.

Eu me adaptei mais na UPAL, o sistema tradicional me dá mais segurança que serei avaliado de acordo com meu conhecimento, não baseado no humor do avaliador como na UNR. Quando decidi estudar na UNR foi pelo desafio, já que a fama dela é ser uma universidade mais exigente e difícil. Depois que entrei notei que a dificuldade de aprovação não é somente pela exigência, é pela sorte. Não adianta só estudar muito, você precisa pegar um bom tutor, um bom professor nos seminários e um bom avaliador para o exame oral final.

Cada pessoa tem um critério pessoal para decidir entre Argentina e Bolívia, para facilitar a decisão dividi minha escolha em temas.

Universidade:

UNR
- Conheci aluno do terceiro ano que ainda não teve contato com corpos, estudar anatomia somente em livro é muito, muito difícil, existe um museu com poucas peças de baixa qualidade para estudo, sem cor e sem muitos detalhes.
- Microscópio não são ruins, são poucos e temos poucas horas de aula.
- Alguns colegas se queixaram dos professores dizendo que alguns são exigentes demais com o idioma – conheci peruano, colombiano, chileno, Argentino e boliviano, posso garantir que o espanhol da Argentina é muito mais complicado, eles tem um sotaque muito forte e falam muito rápido – meu tutor foi pacientes, todas as vezes que eu falava ele fazia questão de me entender e me respondiam satisfatoriamente, não tive a mesma sorte com alguns professores dos seminários, o professor das primeiras Up's foi um desastre.
- Por ser uma universidade pública as aulas práticas na UNR tem muito pouco de prática e material precário.
- O sistema PBL não tem como comparar com o tradicional, na primeira parte do curso na UNR estudamos anatomia junto com sistema nervoso, com sistema endócrino e citologia e genética e os cambau, nisso a UNR é boa.
- Estudei, tive seminários, tutoria, foi a classe de consulta e mesmo assim, na parcial caiu assunto que ninguém falou, mas, realmente, estava no livro.

UPAL
- Já no primeiro mês de curso temos aula de anatomia prática depois de uma aula teórica que é feita em um anfiteatro com peças das partes do corpo, é pedaço de gente para todo o lado, lá temos acesso fácil a qualquer peça e todas de excelente qualidade.
- Microscópio é um por aluno e somos testados durante a identificação das lâminas.
- Os professores são bons e apesar de ser privada eles são exigentes e apertam da mesma forma, aqui somos lembrados constantemente da responsabilidade da profissão.
- A vantagem do sistema tradicional é o tempo que temos para estudar, dei o exemplo no início da postagem.
- As aulas práticas são práticas.

Brasileiros:
Não diferente, os brasileiros daqui tem o mesmo perfil dos brasileiros de Rosario com sua devida proporção. Estou em dois grupos no facebook de brasileiros estudantes de medicina, nas duas listas os erros são os mesmos, é "concerteza", "agente" e por aí vai, existem muitos assassinos gramaticais nos dois grupos.

Cidade:
Rosario não é limpinha, tem umas ruas que tem para não pisar em merda de cachorro o gente tem que andar no asfalto, não achei bonita, o centro da cidade nem se compara com o de Cochabamba é muito mais chique, as lojas são melhores, mas, não há uma boa variedade de produtos, gosto de natureza e além da praia de rio de água gelada não há nada para ver de interessante.

Cochabamba perde para Rosario na limpeza, mas, não tem tanto cachorro, consequentemente, menos caca nas ruas, aqui não é mais perigosa que Rosario. O centro da cidade é o paraíso para o consumista, tem muamba para todos os gostos e mais do estilo povão e muito baratinho. Como disse, gosto de natureza e Cocha está no centro de uma cadeia de montanhas que deixa a cidade com um visual bem melhor, Ok, vim estudar medicina não biologia e isso não conta!

População:
Rosario, muitos amigos tiveram problemas dizendo que os argentinos são grossos, eu não tive nenhum problema com isso, a maioria dos argentinos que conheci são pessoas fantásticas. Não tem como comparar a beleza das pessoas que andam pelas ruas de Rosario com a de Cochabamba, já falei sobre isso em uma postagem sobre Rosario.

Boliviano é diferente, não sei como comparar, a diferença gritante é no comércio, aqui o fazem questão de tratar bem o cliente. Para a rapaziada se dar bem com a mulherada só com as brasileiras mesmo, garimpando até que encontra uma boliviana bonitinha aqui ou ali, a maioria está longe do padrão de beleza dos brasileiros, mas, para a mulherada a situação é menos difícil, acho que tem mais boliviano simpático que boliviana.

Custo:
Em Rosario alugar um imóvel é uma agonia, pedem garantia salarial, imóveis, fiadores, meses de caução além de não ser nada barato.

Aluguel de casa ou apartamento aqui é muito mais fácil de encontrar e alugar, você não vai ter problema com garantia, aqui paga-se um mês de caução e pronto. Sei de pessoas que dividem quarto e pagam 60 dólares, casa de um quarto por 150 dólares com tudo incluído, tem gente que paga 400 dólares e por aí vai, o céu é o limite.
Meu custo mensal aqui é o mesmo de Rosario.

O sistema de ensino da UNR é bem legal, mas, eu não trocaria estudar na cidade de Cochabamba e pagar uma universidade particular. Não vou dizer que me arrependi já que aprendi bastante na UNR, aprendi o castelhano puxado dos rosarinos, conheci pessoas fantásticas, mas, se eu pudesse voltar e escolher, estudaria em Cochabamba.

No final das contas independente do local, infelizmente, devido a influência da mídia e a tamanha ignorância das pessoas, tanto na Argentina quanto na Bolívia existirá a discriminação, mas, a ideia é estudar medicina, estudar muito, não para conseguir revalidar seu diploma e sim, para ser o melhor, para salvar vidas.

Titicaca e Copacabana na Bolívia

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O que fazer? Um casal de estudante sem internet, sem TV e sem computador em um feriadão na cidade de Cochabamba? Tinha visto algumas imagens do país e já estava com aquela vontadezinha de conhecer novos lugares, mais quebrado que arroz de terceira, com pouquiiisssssimo dinheiro resolvemos colocar a mochila nas costas e conhecer outra cidade. Local de destino, Copacabana e o lago Titicaca.


O lago Titicaca que fica na cordilheira dos Andes tem 2 donos, de um lado a Bolívia, de outro o Peru, na beira do lago a cidadezinha de Copacabana, um pouco mais de 3.800 metros acima do nível do mar e 155 Km de La Paz, já na fronteira com o Peru.


Copacabana na Bolívia, pois é! Uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana foi levada por comerciantes espanhóis desta cidade, Copacabana, ao Rio de Janeiro onde foi criada uma pequena igreja para abrigá-la. A igreja cresceu e acabou por nomear o atual bairro de Copacabana. Por esta você não sabia! Vivaldoalmeida.com também é cultura.


A brincadeira começou saindo daqui para La Paz, não há ônibus direto de Cocha, uma dica para outro quebrado que quer conhecer alguma cidade boliviana é: Não compre passagem antecipada, aqui a concorrência é braba, tem várias empresas e vários destinos iguais, quando está próximo do horário de saída do ônibus e ainda tem poltrona livre fica a maior gritaria no terminal, funcionários das empresas disputam cliente no grito e oferecem desconto que chega fácil aos 50%, não tem como faltar passagem, o máximo que pode acontecer é de ter que esperar uma horinha no terminal, se não estiver muito frio até que é divertido ver as bolivianas desfilando com seus dentes de ouro e seus filhos amarrados nas costas. Comprei a passagem da Bolivar, uma empresa que tem ônibus que vai para La Paz em cada meia hora, paguei 60 bol, cerca de R$ 20,00 por uma poltrona semi cama, muito confortável em uma viagem de um pouco menos de 400 Km e mais de 7 horas.


A paisagem de Cocha é um espetáculo, situada em um vale cercada pela serra de Tunari e durante a subida até o altiplano, e bote ALTI nisso, a paisagem continuou dando um show, foram quase 2 horas até passamos dos 4.000 metros de altitude por uma estrada sem acostamento com um motorista que dirigia no modo adrenalina, cada ultrapassagem era um flash.


O altiplano quebra todo o clima da paisagem, é chato, árido, com povoados que a gente fica se perguntando: "Como é possível uma pessoa morar em um lugar como este?". Paramos em um "restaurante" onde o povo desce para comer, beber e/ou ir ao banheiro. Este é o momento que fico maravilhado com o poder de adaptação do ser humano, o banheiro PODRE e o povo local na maior naturalidade, os guerreiros bolivianos ainda comiam e bebiam de coisas que não consegui descobrir, sabendo da minha frágil condição - se colocasse qualquer coisa daquela na boca seria infecção generalizada - levamos uma mochila só com comida e bebida de minha confiança. Se também tem esta preocupação (frescura), não esqueça de levar sua marmita!


Próximo a La Paz a paisagem voltou a dar o ar da graça, as montanhas com seus picos de neve nos acompanharam durante todo o final da primeira parte da viagem. La Paz me fez relembrar o motivo de não gostar de cidade grande, o maior engarrafamento, trufi para todo o lado, transito caótico.


Chegamos tarde e próximo ao terminal existem muitos alojamentos, cada um pior que o outro, mas, baratinho. Paguei 80 bolivianos - casal - para tomar um banho rápido, pois estava muito frio e a água não esquentava direito e para dormir em uma cama com cara de que não foi trocada. Foi uma noite horrível. Outro dia pela manhã cedo partimos para Copacabana, paguei 35 bol pela passagem.


O tipo de vegetação, a região montanhosa e o lago me lembrou muito as ilhas gregas, a diferença maior ficou por conta da cor da água e algumas montanhas cobertas de neve que um toque diferente na paisagem da Bolívia. Chegando em Copacabana, a surpresa, sabia que estávamos em um feriadão - 06 de Agosto, uma segunda, independência da Bolívia - só que não esperava com o dia da Virgem de Copacabana que juntos deixaram a cidade um inferno, não conseguimos um local para dormir até que um cara de uma pousada disse: "Eu consigo um alojamento diferente para você, custará 60 bol por pessoa". Desesperado e com medo de não encontrar outro lugar, já que a cidade estava entupida de gente, acabei aceitando. Rapaz.... O quarto era todo de vidro com uma cortina bem fina que só não adiantava muito deixar aberta ou fechada, de fora dava para ver tudo dentro do quarto e pela manhã acordava com os raios do sol por trás das montanhas.


Além da festa, estava tendo uma feira que tomava conta da rua de 60% da cidade, encontramos de tudo, compramos um cobertor muito brega, todo colorido, mas, quentinho para passar a noite fria e no dia seguinte fizemos a viagem toda de volta, desta vez pagamos menos nas passagens, 20 bol para La Paz e 50 bol para Cocha. No total, não gastamos 200 reais - o casal - para passar 3 dias e 2 noites fora e ter história para contar.

Mais imagens da viagem.

Vivaldo no terminal de La Paz comendo um friozinho de 1°.

Estreito de Tiquina, atravessamos para chegar a Copacabana.

Embarcação que os passageiros usam para atravessar o estreito, interessante é que descemos do ônibus, pagamos 1,50 bol - por pessoa - e atravessamos, do outro lado aguardamos a chegada do ônibus que atravessa em outro tipo de embarcação.

Vista do outro lado do Morro do Calvario de Copacabana.

Pôr do sol da Horca Del Inca, onde qualquer fileira de pedra dizem que foi feito pelos incas.

Gandula

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Este arrancou aplausos do público.

O Mundo Em 2 Minutos

Uma série de vídeos divertidos que retratam alguns países, todo mundo sabe qual melhor imagem que retrata o Brasil, né? Bunda, samba, futebol.

The World In 2 Minutes: Brazil



Vejam também:

Índia
USA
Chile
Rússia

Finalmente Cochabamba

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Um pouco mais de 20 dias sem internet em casa e várias crises de abstinência! Aí vai o resultado da viagem.


As 15 horas de uma quarta-feira, dia 18 do mês de julho, horário local de Rosario, deu-se início a tortura, estava previsto uma viagem de 31 horas ou 1.860 minutos ou 111.600 segundos a bordo de um ônibus da companhia Flecha em uma poltrona semi cama, para me acompanhar, um telefone celular, um Mp4 e um tablet.

Saímos 30 minutos atrasados, minha poltrona era individual, eram duas do lado do motorista e somente uma do lado oposto, uma inclinação boa e ótima largura. Com o fone de ouvido comecei pelo Mp4, fui ouvindo músicas até a bateria morrer, foi um bom pedaço de asfalto, a paisagem era muito tediosa, somente campo de plantação.


Comprei a passagem por 400 pesos argentino com direito a serviço, o serviço era jantar, almoço e lanche. Não posso reclamar, por 400 pesitos por uma viagem de um pouco mais de 2000 Km não poderia pedir mais. Lá para as 21 horas paramos no meio da estrada, em um posto de combustível para jantar. Descemos todos e sentamos em uma mesa coletiva, tipo de camping, com umas 4 algumacoisa-cola em cada fileira de mesa. Enquanto aguardávamos o pf - prato feito - algumas tias da mesa começaram a servir o ???-cola para todos e não demorou para chegar o principal. No prato 2 colheres de sopa de repolho cru ralado, 2 colheres de sopa de cenoura crua ralada, 1 rodela de beterraba e um pedaço de milanesa - a sorte que eu levava uma caixa de alfajor - presente de minha amiga Rafaela Serra - e tinha café com muito açúcar no buzão - acabei de comer, levantei e a funconária do "restaurante" pediu para eu voltar que estava faltando a sobremesa, do jeito que foi o jantar imaginei como seria a tal sobremesa, mais por curiosidade voltei a sentar para esperar a iguaria. Chegou uma fatiazinha de alguma coisa doce de milho, tinha uma consistência mais firme que pudim de leite, dei 2 garfadas e sobremesa na barriga. Voltei ao buzão, agora para assistir um filme.


Não consigo dormir de verdade em ônibus, passei a noite toda acordado de 30 em 30 minutos, o dia clareou e foi entregue o "café da manhã", bem, café já estava lá, ofereceram um pacote com 4 biscoitos de água e sal mais 3 biscoitos de alguma coisa, 1 barra de cereal e uma geleia de manzana. Comi e fui assistir mais filme. Chegamos umas 13 horas para almoçar, só quando desci descobri que estava na fronteira, era só encarar a gororoba, carimbar o passaporte, voltar para o buzão e continuar viagem, seria!


Estes e outros filmes foram indicados pelos meus amigos Gledson Luiz e Nathália Garcia que gentilmente me cederam os arquivos, ainda não assisti todos, mas, o grande destaque vai para o filme nacional ESTÔMAGO, muito, muito, muito bom, gosto e assisto muitos filmes e não sei como deixei passar este. A única, mísera e medíocre contribuição ao nosso bom cinema nacional que posso dar no momento é colocar aqui, neste espaço, o trailer do filme. Assistam!

 

Voltando a viagem...

Desta vez o almoço foi arroz com carne moída e batatas, para dizer a verdade, estava melhor que o jantar, só que desta vez dispensei o postre, pois do lado do "restaurante" tinha uma sorveteria Grido. Matei 1/4 Kg do grido e fui ao ônibus. Para a minha surpresa e a de todos estava tendo greve dos funcionários da imigração, ninguém entrava e ninguém saía da Argentina por aquele posto. Foram 3 horas de espera até que alguém mandou a gente fazer uma fila para carimbar o passaporte de saída da Argentina, depois fui para outra fila carimbar a entrada na Bolívia. Estava sem o cartão de vacinação internacional e achei que os boliva iam encrencar e cobrar alguma coisa por causa disso, mas não, foi tudo tranquilo, o cara só perguntou o que eu iria fazer na Bolívia e se era a primeira vez no país, respondi e logo todos entraram no ônibus, atravessamos a ponte da fronteira, paramos para cambiar peso argentino por boliviano - neste dia estava 1 argentino para 1 boliviano, um roubo, comparado ao Real o argentino estava 30% mais caro - depois paramos novamente para abastecer, trocar de motorista e seguimos viagem, desta vez sem mais nenhuma parada. O problema foi  o ajudante do motorista que se empolgou e colocou na tv do buzão uma coletânea de cumbia e bem alto, fomos ouvindo cumbia durante algumas horas, as 3 da manhã chegamos ao destino, terminal de Santa Cruz de la Sierra.

Ah! Esqueci de falar, levei nesta viagem uma mala grande e um bolso gigante - tipo uma sacola de sacoleiro que estava pesada para ca***** - o carinha desceu as minhas bagagens do ônibus fui me arrastando até um taxi, detalhe, em Santa Cruz e acho que em nenhuma cidade na Bolívia existe taxímetro, é tudo no papo. Uma senhora estava na fila do táxi na minha frente e me perguntou se eu estava esperando outro táxi e para onde eu iria, respondi, um táxi chegou, ela entrou e falou alguma coisa com o taxista, ela disse para eu entrar e ele me levava na casa dela primeiro depois seguia caminho até o aeroporto, o cara me cobrou 70 bolivianos. É cobrado uma taxa de 8 bol. para cada veículo que entre no aeroporto de Sta Cruz. Mais um agradecimento vai para o casal Reis, Marcelo e sua esposa Fernanda que me ajudaram a levar toda a muamba para o terminal de Rosário, gracias chicos.

Cheguei no aero as 3:30 mais ou menos, esperei até as 5 para a empresa BOA começar a fazer o check-in, como não tinha comprado a passagem só achei vaga para o voo das 8:25 da manhã, paguei 420 bol pela passagem e 160 pelo excesso, foram 48 quilos, a mulher só me cobrou 40. Esperei e fiz a viagem de avião mas rápida da minha vida, Aracaju/Salvador é bem perto e achei que nunca iria pegar algum voo mais rápido, errei! Foram uns 40 minutos da decolagem até a descida dos passageiros no destino, muito rápido.


Cheguei finalmente em Cochabamba as 9:30 da manhã da sexta, no total foram 42 horas e 30 minutos de viagem e um calo na bunda de tanto ficar sentado, peguei outro táxi que também não tem taxímetro e cobrou 40 bol, odeio negociar preço, mas, uma pessoa disse que não era para pagar mais de 30, então disse ao taxista que não pagaria mais de 25, ele disse que faria por 30, estava morto e não tinha forças para brigar por 5 bol e acabei pagando. No apartamento que já estava alugado não tinha nada, mesmo acabado, tive que dar uma volta na cidade para comprar um kit acampamento para dentro de um apartamento, sabe o que é isso? É acampar no apartamento mesmo, comprar comida, colchão, 1 copo, 1 prato...

Bom é isso aí pessoal, depois postarei como é morar em Cochabamba e viver acima dos 2.500 metros de altitude, até mais.