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Avaliação de Bacteriologia

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Avaliação de Bacteriologia da UPAL - Primeira Parcial do Quarto Semestre.

1 - Factores de virulencia, resistencia y patogenicidad que le confieren a la célula bacteriana:
a) Fimbrias sexuales
b) Cápsula
c) Plásmidos
d) Flagelos
e) A y D
f) B y C
g) Todas

2 - Glucopéptidos que destruyen la pared celular bacteriana cuyo proceso es irreversible:
a) Penicilina
b) Eritromicina
c) Vancomicina
d) Ceftriaxona
e) Polimixina B

3 - Mycobacterium tuberculosis resiste a la decloración del alcohol ácido en la pared celular por:
a) Lipoproteinas
b) Ácido manurónico
c) Ácidos Micólicos
d) Ácidos teicoicos
e) Peptidoglucano

4 - Toxidad selectiva del ATB (antibiótico) es cuando son activos a concentraciones:
a) Elevadas
b) Medianas
c) Pequeñas
d) Todas
e) Ninguna

5 - Estructura de importantes antígenos de superficie bacteriana donde se asientan los bacteriófagos:
a) Pared celular
b) Membrana externa
c) Cápsula
d) Ácido teicoico
e) A y E

480 Litros de Sangue

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E pensar que tudo acontece graças a um gesto simples. James Harrison é um australiano de 74 anos, que inscreveu seu nome no Guinness Book por ter doado 480 litros de sangue (e atenção que isto foi em 2003). Mas Harrison não é um doador qualquer: ele tem um tipo de sangue tão raro que, graças a essas doações, salvou a vida de mais de 2 milhões de crianças.



Sem surpresa, ele é conhecido como “o homem do braço de ouro”. De fato, seu braço vale bem mais do que ouro, vale a vida de crianças. Por que? Porque o sangue de Harrison é aplicado na criação de uma vacina administrada a mães ou recém-nascidos para prevenir a doença de Rhesus – que acontece quando o sangue da mãe é Rh-e e o do bebê é Rh+. O sangue de Harrison produz um anticorpo que permitiu aos cientistas criar essa vacina anti-D, como é conhecida.


A importância deste senhor na vida das crianças, inclusive do próprio neto, que também ajudou a salvar, fez com que lhe fosse oferecido um seguro de vida no valor de um milhão de dólares australianos, cerca de R$ 1,8 milhão. O mais curioso é que o próprio senhor foi ajudado, quando tinha 14 anos e foi submetido a uma cirurgia no peito, à qual só sobreviveu graças à doação e transfusão de 13 litros de sangue. Estima-se que tenha sido por isso que ele desenvolveu esses anticorpos tão importantes para estes 2,2 milhões de crianças.

Nem todos podemos ter um sangue tão bom e raro quanto o deste senhor de 74 anos, mas fica a dica: um pequeno gesto seu pode mesmo salvar a vida de outras pessoas.

Fonte: hypeness

Aos Estudantes de Medicina – Por Drauzio Varella

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Na coluna de hoje vou resumir-lhes as lições mais importantes que aprendi em quarenta anos de atividade clínica.

Na verdade, a ideia de reuni-las surgiu semanas atrás quando o diretor Wolf Maia me convidou para fazer uma pequena palestra para atrizes e atores que interpretavam papéis de estudantes de medicina numa cena da novela das nove. “Haverá uma classe com alunos e nenhuma dramaturgia, diga o que quiser”, propôs ele.

Hesitei diante do convite inusitado, mas no fim achei que seria boa oportunidade para dizer aos alunos:

1) Tenham sempre em mente que encontrarão mais dificuldade para receber os cuidados de vocês justamente as pessoas que mais necessitarão deles.

O médico deve lutar por condições dignas de trabalho e por remuneração condizente com as exigências do exercício profissional, mas sem esquecer de cobrar da sociedade o acesso universal dos brasileiros ao sistema de saúde.

2) É fundamental ouvir as queixas dos doentes. Sem ouvi-las com atenção, como descobrir o mal que os aflige?

Embora as características do atendimento em ambulatórios, hospitais e unidades de saúde criem restrições de tempo, cabe a nós exigirmos para cada consulta a duração mínima que nos permita recolher as informações imprescindíveis. Com a prática vocês verão que ficará mais fácil, porque aprenderão a orientar o interrogatório, especialmente no caso de pessoas prolixas e pouco objetivas. O desconhecimento da história e da evolução da enfermidade é causa de erros graves.

3) Medicina se faz com as mãos. Os exames laboratoriais e as imagens radiológicas ajudam bastante, mas não substituem o exame físico. Esse ensinamento dos tempos de Hipócrates deve ser repetido à exaustão, porque a tendência do ensino nas faculdades tem sido a ênfase nos exames subsidiários em prejuízo da palpação, da ausculta e da observação atenta aos sinais que o corpo emite.

Como consequência, cada vez são mais frequentes as queixas de que o médico pediu e analisou os exames e preencheu a prescrição sem chegar perto do doente. Não culpem a falta de tempo nem tenham preguiça, em cinco minutos é possível fazer um exame físico razoável.

Tocar o corpo do outro faz parte dos fundamentos de nossa profissão.

4) Procurem colocar-se na pele da pessoa enferma. Quanto mais empatia houver, mais fácil será compreender suas angústias, seus desejos e seu modo de encarar a vida. Não cabe ao médico fazer julgamentos morais, impor soluções nem decidir por ela, mas orientá-la para encontrar o caminho que mais atenda suas necessidades.

5) Medicina é profissão para quem gosta muito. Exige do estudante bem mais do que as outras: são seis anos de graduação, dos quais os dois últimos dedicados ao internato, que não por acaso recebeu esse nome. Depois vem a residência, com três, quatro e até cinco anos de duração. O dia inteiro nos hospitais públicos, os plantões de vinte e quatro horas, as jornadas intermináveis.

É a única profissão que obriga o trabalhador a cumprir horários que a abolição da escravatura eliminou. Por exemplo, trabalhar o dia inteiro, entrar no plantão noturno e emendar o expediente do dia seguinte; trinta e seis horas sem dormir. Existe outra categoria de profissionais em que essa prática desumana faça parte da rotina?

Se o exercício da medicina já é árduo para os apaixonados por ela, é possível que se torne insuportável para os demais. Se vocês escolheram segui-la apenas em busca de reconhecimento social ou recompensa financeira, estão no caminho errado, existem opções menos sacrificadas e bem mais vantajosas.

6) Medicina é para quem pretende estudar a vida inteira. É para gente curiosa que tem fascínio pelo funcionamento corpo humano e quer aprender como ele reage nas diversas circunstâncias que se apresentam.

O médico que não estuda é mais do que irresponsável, coloca em risco a vida alheia.

7) Finalmente, para que foi criada a medicina? Qual a função desse ofício que resiste à passagem dos séculos?

Embora a arte de curar encante os jovens e encha de prazer os mais experientes, não é esse o papel mais importante do médico. É interminável a lista de doenças que não sabemos curar.

A finalidade primordial de nossa profissão é aliviar o sofrimento humano.

Fonte: drauziovarella.com.br/