Sempre gostei de esportes não convencionais, desde criança trocava futebol por qualquer coisa que fizesse o coração bater mais forte como corrida de bike na rua ou descer ladeira com carrinho de rolimã ou skate, consequentemente, sofri muito com o famoso “Merthiolate” que na época, meu amigo, só existia o bom, aquele que ardia tanto que parecia um maçarico derretendo a pele, só de lembrar começo a suar.

Merthiolate, o bom é o que arde, se está ardendo é porque está fazendo efeito.
Fui ficando velho e o brinquedo foi se modificando, nos finais de semana quando o mar não estava para o surf ou sem uma boa visibilidade para o mergulho eu pegava minha moto para fazer uma trilha com os amigos.
Em um final de semana encontrei dois doidos que me chamaram para saltar nas dunas de Ipitanga, em Lauro de Freitas, um município ao norte de Salvador. O tempo foi passando, a confiança foi aumentando, uma quedinha aqui e outra ali, até que o inacreditável aconteceu - jamais pensei que poderia acontecer um acidente tão grave caindo sobre areia de duna! - resolvi fazer o salto da morte.
A minha moto embicou e para a moto não cair em cima de mim apertei “eject”, mesmo assim, errei nas contas e caí de bunda na areia. Com uma dor que parecia que eu tinha me partido em dois e com medo de ter tido alguma fratura na coluna, pedi a meus amigos que não me tirasse do lugar mesmo que eu desmaiasse, pedi para chamar uma ambulância ou o bombeiro tipo “Call 911 now!” nos filmes.
Os bombeiros (não existia samu!) chegaram e fizeram uma trilha até chegar ao local que eu estava caído - graças ao 4x4 de um desconhecido que também estava fazendo trilha por perto - fui ao HGE onde passei uma noite antes de ir ao hospital Sarah Kubistchek. A ambulância foi com a sirene ligada por toda Av Palarela , pena que estava como acidentado, mesmo assim, deu para dar uma curtida.
INFELIZMENTE NÃO TIVE A OPORTUNIDADE, POR ISSO, APROVEITO O MOMENTO PARA EXPRESSAR MEUS MAIS SINCEROS AGRADECIMENTOS AO GRUPO DE DESCONHECIDOS COM 4X4 QUE, ALÉM DE OFERECER O VEÍCULO AOS BOMBEIROS PARA MINHA REMOÇÃO, DEIXARAM DE FAZER A TRILHA, FORAM SOLIDÁRIOS E PERMANECERAM TODOS COMIGO DESDE ALGUNS MINUTOS APÓS O ACIDENTE - 4 HORAS DA TARDE DE UM SÁBADO - ATÉ A CHEGADA DOS BOMBEIROS - 2 HORAS DEPOIS.
Resultado da brincadeira, fratura por explosão da L1 (primeira vértebra da parte lombra da coluna), fiquei imobilizado por alguns meses, fiquei usando cadeira de rodas também por alguns meses, depois muletas por alguns meses e quase um ano depois estava novamente de pé, pronto para outra trilha.
Pergunta que todo mundo faz: “Voltou a andar de moto?”. A resposta é tão óbvia quanto a pergunta, CLARO! Nunca tinha caído e como na Havaiana de Pau... Eu aprendi que não devo saltar de moto até Deus me dar asas.
Na vida a gente precisa tirar proveito de todas as situações, só em uma cadeira de rodas pude conhecer um mundo antes desconhecido, o mundo de uma minoria que possui uma diferença física, pude constatar que o Brasil é uma mãe muito má e os brasileiros são os irmãos escrotos. Não basta o Brasil privar do direito de ir e vir dos cadeirantes com a falta de estrutura das ruas, calçadas e transporte público ainda vem os fdp’s dos brasileiros e desrespeitam o pouco que os deficientes conseguem, estacionar em local reservado é o mais comum.
Toda esta estória para fazer um breve comentário sobre este vídeo:
Imagine você em uma cadeira de roda, onde você usaria esta invenção?
Na sua casa, em shopping ou supermercado e em onde mais? Lembre-se que qualquer buraco ou batida causaria um belo tombo.
Postagem do uhull.com.br
Uma sensacional invenção criada por cientistas turcos, que irá fazer revolução na vida dos deficiente físicos. Com o slogan “No More Wheelchairs” (Cadeira de rodas nunca mais) o equipamento permite que cadeirantes voltem a ficar em pé e até mesmo se locomover mantendo a postura ereta. Com a divulgação recente, o Tek RMD (Robotic Mobilization Device) funciona como um apoio cervical totalmente mecânico, que se adapta a várias formas, além de se movimentar.
Merthiolate, o bom é o que arde, se está ardendo é porque está fazendo efeito.
Fui ficando velho e o brinquedo foi se modificando, nos finais de semana quando o mar não estava para o surf ou sem uma boa visibilidade para o mergulho eu pegava minha moto para fazer uma trilha com os amigos.
Em um final de semana encontrei dois doidos que me chamaram para saltar nas dunas de Ipitanga, em Lauro de Freitas, um município ao norte de Salvador. O tempo foi passando, a confiança foi aumentando, uma quedinha aqui e outra ali, até que o inacreditável aconteceu - jamais pensei que poderia acontecer um acidente tão grave caindo sobre areia de duna! - resolvi fazer o salto da morte.

A minha moto embicou e para a moto não cair em cima de mim apertei “eject”, mesmo assim, errei nas contas e caí de bunda na areia. Com uma dor que parecia que eu tinha me partido em dois e com medo de ter tido alguma fratura na coluna, pedi a meus amigos que não me tirasse do lugar mesmo que eu desmaiasse, pedi para chamar uma ambulância ou o bombeiro tipo “Call 911 now!” nos filmes.
Os bombeiros (não existia samu!) chegaram e fizeram uma trilha até chegar ao local que eu estava caído - graças ao 4x4 de um desconhecido que também estava fazendo trilha por perto - fui ao HGE onde passei uma noite antes de ir ao hospital Sarah Kubistchek. A ambulância foi com a sirene ligada por toda Av Palarela , pena que estava como acidentado, mesmo assim, deu para dar uma curtida.
INFELIZMENTE NÃO TIVE A OPORTUNIDADE, POR ISSO, APROVEITO O MOMENTO PARA EXPRESSAR MEUS MAIS SINCEROS AGRADECIMENTOS AO GRUPO DE DESCONHECIDOS COM 4X4 QUE, ALÉM DE OFERECER O VEÍCULO AOS BOMBEIROS PARA MINHA REMOÇÃO, DEIXARAM DE FAZER A TRILHA, FORAM SOLIDÁRIOS E PERMANECERAM TODOS COMIGO DESDE ALGUNS MINUTOS APÓS O ACIDENTE - 4 HORAS DA TARDE DE UM SÁBADO - ATÉ A CHEGADA DOS BOMBEIROS - 2 HORAS DEPOIS.
Resultado da brincadeira, fratura por explosão da L1 (primeira vértebra da parte lombra da coluna), fiquei imobilizado por alguns meses, fiquei usando cadeira de rodas também por alguns meses, depois muletas por alguns meses e quase um ano depois estava novamente de pé, pronto para outra trilha.

Pergunta que todo mundo faz: “Voltou a andar de moto?”. A resposta é tão óbvia quanto a pergunta, CLARO! Nunca tinha caído e como na Havaiana de Pau... Eu aprendi que não devo saltar de moto até Deus me dar asas.
Na vida a gente precisa tirar proveito de todas as situações, só em uma cadeira de rodas pude conhecer um mundo antes desconhecido, o mundo de uma minoria que possui uma diferença física, pude constatar que o Brasil é uma mãe muito má e os brasileiros são os irmãos escrotos. Não basta o Brasil privar do direito de ir e vir dos cadeirantes com a falta de estrutura das ruas, calçadas e transporte público ainda vem os fdp’s dos brasileiros e desrespeitam o pouco que os deficientes conseguem, estacionar em local reservado é o mais comum.
Toda esta estória para fazer um breve comentário sobre este vídeo:
Imagine você em uma cadeira de roda, onde você usaria esta invenção?
Na sua casa, em shopping ou supermercado e em onde mais? Lembre-se que qualquer buraco ou batida causaria um belo tombo.
Postagem do uhull.com.br





